Curitiba Motoristas e cobradores de ônibus decidiram dar uma trégua às empresas operadoras do transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana. Eles adiaram para maio as discussões sobre o reajuste salarial, que deveria ser dado nos salários de fevereiro, data-base da categoria. O acordo serve de alívio para a Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) - que administra o sistema - e para o prefeito Beto Richa (PSDB), que conseguirá manter o congelamento da tarifa pelos próximos 90 dias.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Valdecir Polete, ficou assegurado que o reajuste será, no mínimo, correspondente à inflação acumulada de fevereiro de 2004 a abril deste ano. Até agora, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em cerca de 6,5%. Os trabalhadores reivindicam mais 5% de aumento real e a correção do valor da cesta básica (R$ 77,00) e do seguro de vida (R$ 14,8 mil), também pelo INPC.
O diretor-presidente da Urbs, Paulo Schmidt, disse que é cedo para avaliar se com o impacto de um reajuste nos salários, agora, seria necessário aumentar a tarifa, apesar de revelar que o custo com pessoal corresponde a quase metade (entre 45% e 46%) da composição tarifária. Ele prefere aguardar a conclusão dos estudos da comissão que irá rever a composição da tarifa. ''Se aumentar o número de passageiros, por exemplo, haveria um aumento na receita que poderia dispensar um reajuste na tarifa''.
Ontem, a comissão fez sua primeira reunião. Segundo Schmidt, o encontro serviu para que os membros se inteirassem sobre o funcionamento do sistema de transporte, sua estrutura e a legislação do setor. A intenção é que nas próximas reuniões, dias 15 e 17 deste mês, já comecem a ser discutidas a composição tarifária e a metodologia de levantamento das informações da planilha de custos do sistema.

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