Motorista que fez roleta paulista pode ser preso
Motorista que fez roleta
paulista pode ser preso
Polli foi preso em
flagrante mas foi
liberado após pagar
fiança de R$ 130,00
James Alberti
O delegado da 2ª Delegacia de Trânsito, Dirceu Nascimento, pode pedir até amanhã a prisão preventiva do chacareiro Wladimir Polli, 20 anos. Polli é acusado de dirigir bêbado e fazer roleta paulista (furar sinais vermelhos em sequência sem parar), o que teria provocado o acidente que matou Luiz Felipe Galli, 33 anos, motorista do Gol preto, placas AGH 4296, de Curitiba. No carro estavam também a mulher de Galli, Berenice Carvalho, 30 anos, e o filho do casal, Luciano Vitor Galli, de 4 anos, que teve morte cerebral e até o inicio da noite de ontem respirava com a ajuda de aparelhos. Berenice estava internada em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.
O acidente aconteceu na madrugada de sábado, por volta das 2 horas, na esquina da avenida Sete de Setembro com a rua Brigadeiro Franco, Centro de Curitiba. Polli foi preso em flagrante e levado à 2ª Delegacia de Trânsito, mas foi liberado após chamar seu advogado, Júlio Militão da Silva, e pagar fiança de R$ 130,00. Militão da Silva disse que a lei permitia a fiança e que seu cliente é um agricultor e não um playboyzinho. Ele não é de jogar com a vida, afirmou.
O delegado disse que não manteve Polli preso porque não havia testemunhas que comprovassem o crime. As únicas testemunhas são os dois policiais militares que atenderam a ocorrência, mas não viram o acidente, afirmou. Outro motivo que forçou a liberação do acusado, conforme o delegado, é que a PM não fez teste de bafômetro. Nascimento solicitou o teste, mas o resultado deve ser conhecido somente amanhã.
Segundo o delegado, o advogado que representa a família das vítimas garantiu que trará cinco testemunhas que devem confirmar que o chacareiro fazia roleta paulista. Se as testemunhas confirmarem isso e o teste do bafômetro der positivo, poderei pedir a prisão preventiva.
O engenheiro agrômomo Francisco Terasawa Júnior, cunhado de Galli, não se conforma com a liberação de Polli. Queremos que seja feita justiça, disse. Ele (Galli) era a única fonte de renda da família.





