O agropecuarista Vanderlei Requi, 33 anos, que em outubro de 1994 provocou um acidente que resultou na morte de seis pessoas, foi absolvido em júri concluído na madrugada de sábado, no Fórum de Rolândia. O depoimento das testemunhas de defesa foram relevantes para que os jurados considerassem Requi inocente da acusação de homicídio doloso e tentativa de homicídio.
A sessão, que teve 11 horas de duração, foi presidida pelo juiz Alberto José Ludovico, tendo na acusação o promotor Hideraldo José Real, que já estuda um recurso contrário à sentença de absolvição.
Os advogados de defesa Antônio Sartori, Marcelo Leal e Ricardo Jorge Rocha Pereira sustentaram a tese de homicídio e lesões corporais culposas, desclassificando a acusação de homicídio doloso apresentada pela promotoria. A tese de defesa foi acatada por 4 a 3 pelos jurados.
Durante o júri, o promotor Hideraldo Real arguiu que o réu dirigia embriagado e em alta velocidade, quando retornava de Rolândia para Apucarana. Porém, ele não conseguiu comprovar a acusação e a defesa teve ainda o depoimento de uma testemunha que não soube dizer se Requi havia mesmo ingerido bebidas alcóolicas.
O julgamento de Requi foi um dos raros casos de dolo eventual no Norte do Estado. O agropecuarista permaneceu preso por quase 11 meses, aguardando julgamento. O pedido de prisão foi pedido porque Requi usava de subterfúgios para atrasar o processo.
A colisão provocada por Requi aconteceu na madrugada do dia 12 de outubro de 94, na BR-369, entre Rolândia e Arapongas. Requi dirigia um Ômega em alta velocidade e não conseguiu contornar uma curva, invadindo a pista contrária e batendo de frente com um Opala.
No local morreram Jeferson Boiça (19 anos) e Sheila Saragosa (17 anos), que viajavam no Ômega; Altamar Souza Mostácio (29 anos), Letícia Leite Santos (24 anos) e Ana Cristina Putkammer (26 anos), no Opala. Alguns dias depois, também faleceu o condutor do Opala, Oswaldo Mostácio, 33 anos.

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