O depoimento do caminhoneiro Edílio Fernando Lesniewski, 50 anos, que atropelou dois condutores de Jogs, matando Simone Cristina Juliani, 20 anos, e ferindo gravemente Paulo Sérgio de Oliveira, 25 anos, será ouvido em Cafelândia (SP). A informação foi confirmada ontem de manhã pelo delegado de Acidentes de Trânsito de Londrina, Valter Martins Lemos. ‘‘Ele fez uso de um direito dele. Mas, na minha avaliação, complicou sua situação porque admite que não está mais na cidade, caracterizando fuga do local do acidente e omissão de socorro às vítimas’’, avalia o delegado.
Lemos informou ainda que a carta precatória determinando que Lesniewski seja ouvido em Cafelândia foi entregue ontem ‘‘em mãos’’, na delegacia da cidade paulista. ‘‘Nada vai prejudicar o inquérito. Os depoimentos mais importantes são os das testemunhas que presenciaram o acidente’’, diz o delegado. Três pessoas já estão arroladas e deverão ser ouvidas nos próximos dias. Lemos complementa que mais testemunhas já procuraram as famílias das vítimas e prometeram depor.
O acidente aconteceu no cruzamento da avenida Brasília com a avenida Duque de Caxias (centro), por volta das 7h30 do último dia 19. O caminhão da empresa de comércio de aves congeladas e resfriadas Copacol, de Cafelândia, dirigido por Lesniewski, atropelou as Jogs placas AGZ 4190 e AIB 1212, conduzidas por Simone Juliani e Paulo Oliveira, respectivamente.
Simone Juliani morreu no local do acidente. Oliveira foi socorrido pelo Siate e encaminhado ao Hospital Universitário (HU) com fratura na perna esquerda e traumatismo craniano. Na noite do dia 19, foi detectado, através de uma tomografia computadorizada, um edema cerebral generalizado. Paulo Oliveira foi transferido então para a Unidade de Terapia Intensiva do HU, onde continua respirando com ajuda de aparelhos. Segundo o diretor clínico do Hospital, Sylvio Villari Filho, ‘‘o estado do rapaz vem melhorando a cada dia’’.
No dia do acidente apareceram duas versões: uma de que o caminhoneiro teria furado o sinal vermelho atropelando as Jogs; a outra afirmando que as Jogs atravessaram o cruzamento ainda com o sinal fechado. O delegado Valter Lemos disse que a dúvida só será esclarecida no decorrer do inquérito policial. ‘‘Os laudos da Criminalística e da Polícia de Trânsito vão ajudar a desvendar como o acidente aconteceu.’’

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