Motorista que atirou em policial se entrega
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segunda-feira, 14 de abril de 1997
Marcos Zanatta Sucursal de Maringá 
O motorista Fábio Sérgio de Abreu, 22 anos, que atirou no policial civil João Edson Pinheiro, em 7 de abril, se entregou ontem. Ele estava escondido na casa de conhecidos, em Assis Chateaubriant, com um ferimento provocado por um tiro no pé direito. Fábio disse que só se entregou depois que ficou sabendo que tinha acertado o policial.
No dia da perseguição, Abreu foi abordado por uma equipe de policiais civis de Maringá. Ele estava com dois amigos, Jesus Tomas Pereira Neto, 27 anos, e Marcos Rogério Sales. A Polícia Civil investigava o envolvimento de Abreu no roubo de veículos. Ao ser abordado, Abreu sacou um revólver calibre 38 e disparou, acertando a boca de Pinheiro. A bala, que se alojou no pescoço dele, foi extraída no final da semana passada. O policial já recebeu alta.
Os policiais conseguiram prender Pereira Neto e Sales, mas Abreu fugiu, entrando num matagal nas margens do córrego Moscados. Segundo o delegado Nelson Mendes Pires, que acompanha o caso, Abreu já está com a prisão preventiva decretada. Ele vai responder a inquérito por tentativa de homicídio, por ter atirado no policial, e por roubo de veículo, um Gol, ocorrido no dia 14 de março passado.
Ele responde ainda por outros dois inquéritos, por roubo de veículos a mão armada, e estava em liberdade provisória. Abreu alegou no seu depoimento que não tem porte de arma, que ficou assustado ao ser abordado pelos policiais, e que a arma que portava disparou quando tentava entregá-la a Pinheiro. Fugi com medo de morrer, e ainda dei mais dois tiros para o alto, contou.
Abreu disse que só participou do roubo do Gol em março passado, e que pretende pagar pelo que fez. Durante os cinco dias em que ficou escondido, Abreu afirma que não procurou auxílio médico. Minha perna está ficando podre por dentro, e acho que a melhor saída era eu me entragar para não morrer.
Segundo o delegado-adjunto da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Luis Norberto Canhoto, a polícia negociou a rendição com a família de Abreu. Alertamos que a polícia de todo o Estado estava investigando o paradeiro dele, e que o melhor a ser feito era ele se entregar, afirma.


