Precavido, o comerciante Sérgio Salgado, de Londrina, adquiriu o kit de primeiros socorros há um mês e meio, ao preço de R$ 5,00. Ele conta que comprou o kit porque é obrigatório, mas acha que não será útil em caso de acidentes. ‘‘Eu dei uma olhada nos materiais e não vi nada demais’’, afirma.
Já o assistente-administrativo Adalton Alves Ferreira confessa que foi adiando a compra e pretende procurar um kit nesta semana. ‘‘Acho que não vai ser difícil de encontrar e o preço deve estar entre R$ 6,00 e R$ 8,00’’.
O diretor médico do Siate, Antonio César Marson, afirma que o kit não adiantará muito em caso de ferimentos graves. ‘‘É lógico que é melhor que nada, mas o kit é bastante limitado’’, ressalta. Ele observa que os materiais do kit são úteis para auxiliar a pessoa em pequenos ferimentos.
Na opinião do médico, tão importante quanto o kit no veículo seria os motoristas receberem uma orientação sobre como e quando usar os materiais. Marson observa que em caso de um acidente em um local onde há serviço de resgate, a recomendação é não mexer na vítima. ‘‘Se a vítima for manipulada, pode agravar a situação’’, ressalta.
O comandante da Companhia de Trânsito, capitão Sérgio Dalbem, informa que, no início, os policiais não irão multar os motoristas que não estiverem com o kit no veículo. ‘‘Vamos estar orientando as pessoas, porque muitas delas podem não ter conhecimento’’, explica.
Capitão Dalbem informa que a falta do kit no veículo é considerada uma infração grave, cuja penalidade é multa de 120 Ufirs e perda de cinco pontos no prontuário.

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