Motorista foi afastado do cargo
O secretário de Saúde de Londrina, Agajan Der Berdrossian, afirmou ontem que a Autarquia Municipal dos Serviços de Saúde prestou todo o atendimento possível ao rapaz, incluindo o encaminhamento para o Hospital Evangélico, para onde ele foi levado logo após o acidente, e também a assistência pelo Serviço de Internação Domiciliar (SID). ‘‘Nós demos o atendimento humanitário. Não podemos dar atendimento privilegiado’’.
Sobre a possibilidade da família processar o município, Agajan entende que este é um direito que cabe à vítima. ‘‘Mas quem vai definir se houve culpa ou não (no acidente) é a Justiça’’, aponta o secretário. Ele acrescenta que, se for comprovado que o motorista da prefeitura provocou o atropelamento, o próprio motorista é quem responderá pelo delito. ‘‘Ele é habilitado e responde pelo acidente. Inclusive, ele teria que ressarcir o carro da prefeitura, como ocorre em qualquer empresa. Mas isso desde que ele seja o culpado’’.
Logo após o acidente, Edson de Matos Rodrigues foi afastado do cargo de motorista e passou a cumprir função administrativa. Segundo Regina Stella Spagnuolo, diretora-executiva da Autarquia Municipal de Saúde, ele continuará afastado até que haja uma definição judicial sobre o caso.
O delegado Roberto Hummig, da Delegacia de Trânsito, explicou que a vítima de trânsito - ou algum responsável, no caso de impossibilidade da primeira - tem o prazo de seis meses para fazer uma representação criminal contra a pessoa que provocou o acidente. Se neste prazo não for feita a solicitação, ela perde esse direito. A única exceção é para o caso de morte da vítima. Até ontem, no entanto, não havia nenhuma representação da família Morástico na Delegacia de Trânsito. (L.H.)

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