A guia Benedita Silva de Moraes estava dormindo no banco ao lado do motorista Jair Antônio Afonso e foi acordada com os gritos dele. ''Acordei com o desespero do motorista pedindo ajuda a Deus. Ele gritava que estava sem freio e que iria bater'', contou.
Benedita foi para a parte de trás do ônibus para tentar acalmar os passageiros que estavam em pânico. ''O motorista tentou parar o ônibus batento no ônibus da frente. Foram três batidas e depois o veículo tombou'', conta. ''O motorista foi um herói, na minha opinião, se ele andasse mais uns 150 metros cairia numa ribanceira e ninguém sobreviveria'', afirmou.
Sua filha Edesângela, 15 anos, teve ferimentos no rosto e conta que quando ouviu o motorista correu para os fundos do ônibus, onde sua irmã Jéssica, 11 anos, dormia. ''Minha cunhada (Silvia Regina Aguiar) também foi comigo e ficamos as três abraçadas. Depois que o ônibus tombou abrimos a janela e saímos. Motoristas que passavam pararam para nos ajudar a sair do ônibus''.

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