Motorista estava a mais de 100 km/h em atropelamento que matou idoso, aponta investigação
Polícia Civil afirma que condutor trafegava a mais que o dobro do permitido em via; tragédia aconteceu na última quinta-feira (14) e inquérito segue aberto
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quarta-feira, 20 de maio de 2026
Polícia Civil afirma que condutor trafegava a mais que o dobro do permitido em via; tragédia aconteceu na última quinta-feira (14) e inquérito segue aberto
Pamela Destacio - Especial para a FOLHA 

A Polícia Civil de Londrina concluiu que o motorista envolvido no atropelamento que matou Ataru Tanigushi, de 81 anos, na última quinta-feira (14), na região central, trafegava a pelo menos 105 km/h no momento do impacto. O limite de velocidade na via é de 50 km/h.
As informações foram confirmadas pelo delegado de trânsito Edgard Soriani, responsável pela investigação do caso, a partir da análise de imagens de câmeras de segurança, da oitiva de testemunhas e da perícia realizada até o momento.
O laudo apontou que o condutor atravessava o cruzamento da Avenida Higienópolis com a Rua Goiás com o sinal verde para os veículos, enquanto o pedestre fazia a travessia na faixa com o semáforo fechado para ele. Apesar disso, Soriani destacou que a velocidade excessiva do carro foi determinante para o atropelamento.
“O idoso tinha que estar atento ao fluxo do trânsito, porém o motorista estava em uma velocidade exorbitante no momento da travessia, mais que o dobro da velocidade”, comentou.
De acordo com o delegado, o motorista, que não teve o nome divulgado, permaneceu no local após o acidente, prestou esclarecimentos e realizou o teste do bafômetro, que teve resultado negativo.
Em depoimento, declarou que seguia para o trabalho e acreditava estar dentro da velocidade permitida. Segundo Soriani, ele afirmou ainda que “não estava com pressa” e permaneceu no local para prestar o atendimento necessário após a colisão.
O idoso morreu ainda no local do acidente. O cachorro que o acompanhava também foi atingido e não resistiu.
A Delegacia de Trânsito informou que o inquérito ainda não foi concluído. Faltam os laudos finais da perícia no local do acidente, além do depoimento dos policiais que atenderam a ocorrência.
Até o momento, não foram localizados registros de infrações de trânsito em nome do motorista, embora a verificação ainda esteja em andamento. O caso deverá ser tratado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, com possibilidade de reconhecimento de culpa concorrente entre as partes.
A reportagem tentou localizar a defesa do motorista para comentar o caso, mas não conseguiu contato até a publicação desta matéria.


