Motorista erra o caminho e cai em buraco
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sexta-feira, 07 de janeiro de 2005
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Rua de terra, sem sinalização e enlameada pela chuva: cenário ideal para um contratempo. Foi o que aconteceu com o motorista Joaquim Bicudo, que atolou seu caminhão na Travessa Dalva de Oliveira, no Parque das Indústrias Leves (Zona Leste de Londrina), por volta das 17h30 de anteontem. O veículo, de Assis (SP), estava carregado com 15 toneladas de telhas de zinco e ficou preso num buraco da rua de terra.
Bicudo conta que estava perdido e entrou naquela rua para fazer o retorno. ''Não vi o buraco e por causa da lama e das pedras acabei atolando'', disse. No mesmo dia, ele contratou os serviços de um guincho que cobrou R$ 70 para remover o caminhão, sem sucesso. Com medo de passar a noite dentro do veículo, o motorista pediu abrigo à proprietária da Chácara Maravilha, Lídia Mara Bortoletto, que lhe ofereceu comida e um lugar para dormir.
Na manhã de ontem, Lídia entrou em contato com a secretaria municipal de Obras, mas não obteve resposta imediata. Bicudo, então, contratou um novo guincho, que só conseguiu terminar o trabalho por volta do meio-dia. ''Na prefeitura disseram que talvez mandariam alguém à tarde, mas não podia esperar e chamei outro guincho'', declarou.
Além do atraso nas entregas - 13 no total, incluindo uma viagem a Cascavel - Bicudo gastou R$ 270 para desatolar o caminhão. ''Liguei para a empresa e eles disseram que eu poderia chamar o guincho que eles pagariam. Pretendia voltar para casa no sábado, mas agora só na segunda-feira'', lamentou.
De acordo com Lídia, não é a primeira vez que um veículo atola no local. ''Tem sempre um caminhoneiro batendo no meu portão e pedindo para fazer manobra. Se eu fosse abrir minha porta para todo mundo, teria que cobrar pedágio'', brincou.
Asfalto - Moradora da Chácara Maravilha há 15 anos, Lídia Mara Bortoletto conta que desde que se mudou para a Travessa Dalva de Oliveira tem reivindicado asfalto e sinalização. ''Já fizemos reuniões com o secretário de Obras e nos comprometemos a pagar pela pavimentação, mas a prefeitura precisa nos ajudar com as máquinas'', disse.
De acordo com o diretor de pavimentação da secretaria municipal de Obras, Fernando Farah, a responsabilidade do asfalto é mesmo dos moradores, conforme determinação no contrato de compra e venda das chácaras. A única obrigação da prefeitura é garantir o revestimento primário da rua, o chamado moledo. ''Já tentamos elaborar diversos projetos, mas os programas municipais não se adequam àquela rua. As chácaras possuem em média 5 mil metros quadrados e os moradores têm condições financeiras de arcar com a pavimentação'', explicou.
O diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti Júnior, ressalta que como a travessa dá acesso às chácaras, não é considerada uma rua sem saída. ''De acordo com a legislação, a falta de asfalto também nos impede de sinalizar o local'', finalizou.


