Motorista é baleado dentro de ônibus
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quarta-feira, 31 de maio de 2000
Lúcio Flávio Moura De Londrina 
Quatro rapazes três menores, um deles de 13 anos foram detidos na noite de anteontem acusados de assaltar um ônibus metropolitano da Viação Garcia, em Rolândia (25 km a oeste de Londrina). O motorista Marcos Antônio Calegari, 48 anos, foi atingido com um tiro acidental disparado por uma miniespingarda de fabricação caseira, que um dos menores portava. A bala acertou de raspão a testa do motorista.
De acordo com o depoimento de Calegari, o menor se apavorou com um movimento do cobrador Rinaldo Reis Fidélis, 31 anos, e voltou a agredir o motorista, desta vez com uma coronhada. Enquanto o cobrador socorria o colega, o grupo aproveitou a oportunidade para levar o dinheiro do caixa, apenas R$ 40,00. Em seguida fugiram.
Uma hora depois foram encontrados pela Polícia Militar em atitude suspeita no Jardim Primavera e foram encaminhados à delegacia. Agnaldo Lucas da Silva, 19 anos, F.J.B., 15, E.V., 14 e A.T., 13, negaram a autoria do crime, mas foram reconhecidos pelas vítimas. Não foram encontrados com o grupo o dinheiro e a arma do assalto, ocorrido às 21h30 de terça-feira no sentido Londrina da BR-369, no trecho que margeia o Conjunto São Fernando, saída para Arapongas. No momento do incidente, o ônibus circulava sem passageiros.
Polícia e vítimas confirmaram a Folha que o menor armado não teve a intenção de realizar o disparo. Após sinalizar no ponto, o grupo teria entrado atabalhoadamente no ônibus e o solavanco do arranque do veículo teria feito a arma caseira disparar. Calegari passa bem e passou apenas por atendimento ambulatorial. O cobrador não se feriu.
Segundo Nelson Ribeiro, gerente de vendas de Viação Garcia, a empresa está preocupada com uma possível onda de assaltos às linhas metropolitanas. Em três anos de funcionamento este tipo de transporte teve apenas quatro assaltos registrados.
No caso das linhas intermunicipais sem catracas, com a emissão de passagens e ficha de identificação, é mais fácil tomar medidas preventivas. Nos últimos meses, por exemplo, zeramos o número de ocorrências com a adoção de policiamento mais ostensivo. Os veículos com catracas param muito, tem uma frequência muito rotativa. É muito complicado reprimir este tipo de ação , lamenta Ribeiro.


