Motorista da roleta pulista pode ser preso
Motorista da
roleta pulista
pode ser preso
James Alberti
O delegado da 2ª Delegacia de Trânsito, Dirceu Nascimento, deve encerrar hoje o inquérito sobre o acidente de trânsito que causou a morte do menino Luciano Vitor Galli, 4 anos, e do pai dele, o economista Luiz Felipe Galli, 33 anos. Nascimento aguarda apenas o depoimento do oficial do Corpo de Bombeiros Adriano Mello. O oficial afirma ter visto o chacareiro Wladimir Polli, 24 anos, fazer cavalos-de-pau e roleta paulista (furar sinais vermelhos em sequência) pouco antes da colisão. Essa atitude teria provocado o choque entre os veículos.
O acidente aconteceu na madrugada do último sábado e feriu também a mãe do menino, Berenice Carvalho, 30 anos, que continua internada no Hospital Cajuru. Polli foi preso em flagrante, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 130,00. O delegado disse que não manteve Polli preso porque não havia testemunhas.
Hoje, Nascimento pode pedir a prisão preventiva do chacareiro. O exame do Instituto Médico Legal confirmou que Polli dirigia embriagado. Se o delegado acatar a versão da roleta paulista, o chacareiro deve responder por crime doloso, ao invés de culposo, sendo julgado por júri popular.
Ontem o advogado que representa a família das vítimas, Alcides Bittencourt Pereira, apresentou como testemunha o estudante e estagiário do Banco do Brasil Fabrício Veigas. O estudante disse que viu o acidente, confirmou que Polli furou o sinal vermelho e que estava em alta velocidade.





