O motorista Luiz Carlos de Lima, 32 anos, está inconformado com o serviço da Viapar - concessionária responsável pelo lote 2 do Anel de Integração. Ontem por volta das 14 horas, ao trafegar pela BR-369, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina), o caminhão teve uma peça quebrada, parando na pista. Por telefone, Lima solicitou ajuda da Viapar para que encaminhasse um guincho da concessionária para levar o veículo até um posto de combustíveis, mas foi informado que, por estar no perímetro urbano, não teria direito ao atendimento.
‘‘Isso é um absurdo. Mandaram um veículo da empresa verificar o que tinha acontecido. Quando passou por mim, o caminhão já tinha sido empurrado para o acostamento para evitar acidentes. A viatura da Viapar sequer parou para perguntar o que aconteceu e foi embora’’, desabafou. Ele fez contato várias vezes com a praça de pedágio que está sendo construída em Arapongas, mas disse ter sido ignorado pelos funcionários.
Lima foi a pé até o escritório da empresa pedir ajuda. ‘‘Os funcionários ficaram jogando a responsabilidade um para o outro, e voltaram a dizer que não teria direito por estar em perímetro urbano’’, ressaltou. O que mais irritou Luiz Lima é que ele afirmou pagar pedágio nas rodovias. Sem ser sido atendido pela Viapar até às 18 horas, ele chamou um mecânico da empresa que representa em Cambé, para fazer a troca da peça no acostamento da estrada.
A assessoria da Viapar, em Maringá, achou estranha a postura dos funcionários, relatada pelo caminhoneiro. Segundo a empresa, nenhum veículo poderia ficar parado às margens da rodovia sem receber socorro necessário, independente de ser perímetro urbano. No entanto, disse que só poderia se pronunciar a respeito após ouvir os funcionários da praça que atenderam Luiz Lima.

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