Motorista atropela e foge sem prestar socorro
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sexta-feira, 16 de junho de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Durante todo o dia de ontem, foi grande a movimentação no velório de Josoé dos Santos, 35 anos, que morreu após ser atropelado por um Opala na noite de anteontem. O atropelamento aconteceu no Conjunto Parigot de Souza (Zona Norte de Londrina) e também causou ferimentos em Ariovaldo de Lima, 40 anos. O condutor do veículo, segundo testemunhas, fugiu sem prestar socorro às vítimas.
A irmã de Santos, Cleonice dos Santos Castro, contou que ele estaria sentado com o amigo no meio-fio em frente a um bar na Rua Firmino Almeida Tavares. ''Ele ficava ali quase todo dia'', recordou a irmã. O bar fica a menos de meia quadra da casa onde Santos vivia com os pais e os dois filhos pequenos.
Lima compareceu ao velório do amigo mas, muito abalado, não quis fazer maiores comentários sobre o acidente. Disse apenas que não se lembrava de nada porque tudo teria acontecido muito rápido. ''Só lembro que levantei e vi as manchas de sangue na minha mão'', falou rapidamente. ''Vamos querer Justiça, com certeza'', afirmou Cleonice.
O duplo atropelamento, segundo o sargento Edivaldo Lopes, da Companhia de Trânsito, ocorreu às 20h40. O Opala, conduzido por Geraldo Alves, subia a rua em direção à Avenida Saul Elkind quando teria atingido os dois amigos. Com o impacto, as duas vítimas foram jogadas a pelo menos cinco metros de distância. Santos chegou a ser encaminhado pelo Siate até o Pronto-socorro da Santa Casa, mas ontem pela manhã não resistiu aos ferimentos. Lima sofreu ferimentos leves e escoriações por todo o corpo. Ele foi atendido no mesmo hospital e liberado.
O carro foi localizado pouco tempo depois do atropelamento no Jardim Paris, também na Zona Norte, porque testemunhas seguiram o condutor até a residência dele e repassaram o endereço à Polícia Militar. Os policiais estiveram no local mas a mulher de Alves teria dito que o marido chegou em casa, deixou o carro e saiu sem informar para onde iria. Alves terá de responder à Justiça pelo homicídio.
O carro foi rebocado para o pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Ontem à tarde, o perito da Polícia Científica, Luciano Bucharles, analisou o veículo, que apresentava estragos na lateral direita e no pára-brisa. ''São danos bem típicos de situações de atropelamento'', concluiu. Dentro do carro, haviam diversas tampas de cerveja.


