Motorista acusa policial de agredir mulher e adolescente
Motorista acusa policial de agredir mulher e adolescente Zeca Correia Leite De Curitiba O motorista Luciano Carlos de Lima, 25 anos, denunciou ontem uma batida policial ocorrida em sua casa por volta de meia-noite de sábado, comandada pelo investigador Salata, da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba. A equipe de seis policiais teria agredido moralmente sua mulher, grávida de nove meses, além de agredir e algemar o enteado C.E., 14, que estava dormindo. O pivô da ação seria o roubo de um portão de ferro, retirado da residência do investigador, e que estaria de posse dessa família. De acordo com o relato de Lima os policiais entraram na casa procurando por ele. Como não o encontraram foram levando o que viam pela frente: televisores, filmadora, máquina de escrever, som. Quando voltaram para buscar uma segunda remessa de pertences encontraram Luciano, a essas alturas acompanhado de um sargento da PM. Aí então foram todos para a DFR. Eles devolveram o que tinham tirado, mas ficaram com a minha carteira, documentos e R$ 180,00. Sem os documentos não posso trabalhar, e eles prenderam os documentos para me obrigar a ir até a delegacia. Ir para quê?, questionou o motorista. Ontem ele se queixou de que a casa está sendo vigiada. O investigador negou as acusações, mas afirmou que houve o roubo do portão. Ele seguiu a caminhonete e quando chegou ao endereço foi em estado de flagrante. Aliás, não só nessa residência como também numa outra, onde teria sido entregue parte de material roubado. Não houve nada de ilegal, ninguém foi agredido. Salata (não quis dar o nome completo) concordou que algemou o garoto, mas o liberou logo depois. Na versão do policial o que ocorreu foi uma perseguição a um ladrão, que contou com a cobertura da mulher. Luciano Lima disse que quer justiça e que até então nunca tinha tido envolvimento com a polícia. Salata afirmou que o motorista tem duas passagens pela polícia.





