Motoqueiros paranaenses deixam a América do Sul no domingo
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quarta-feira, 14 de maio de 1997
Filipe Pimentel 
Sucursal de Curitiba
Arquivo pessoalClodoaldo Braga no início do trecho de terra, no Mato Grosso: dificuldades começaram a partir daliOs paranaenses Clodoaldo Turbay Braga e Marcos Vojciechovski, que iniciaram há 20 dias uma viagem de moto à cidade de Prudhoe Bay, no extremo norte do Alasca, devem deixar a América do Sul até a noite de domingo. Os dois já completaram 8,1 mil quilômetros (cerca de 22%) de uma aventura que tem 36 mil.
Desde a saída, dia 25 de abril, de Curitiba, eles já atravessaram Brasil, Bolívia, Peru e Equador. No início desta semana, Braga e Vojciechovski deixaram o Equador rumo a Ipales, na Colômbia. Antes de deixarem o Peru rumo ao Equador, eles prepararam um relatório da aventura e enviaram para a equipe de apoio, em Curitba. Eles contam que saíram do Brasil por Cáceres, no Mato Grosso. Até lá é tudo asfaltado. Mas dali em diante, apenas terra, conta Clodoaldo.
A aventura dos dois paranaenses começou quando deixaram o Brasil. Assim que atravessaram a fronteira com a Bolívia, encontraram um trecho difícil. Os dois pretendiam entrar na Bolívia por San Martin, mas a região está alagada em função das chuvas de abril. Fomos obrigados a entrar por San Vicente, diz Braga.
Marcos Vojciechovski atolou a moto em um trecho e precisou tirar toda a bagagem para desatolá-la, e Marcos caiu em um areião. Os dois aventureiros também encontraram várias pontes semidestruídas, duas barreiras do exército da Bolívia e uma aduana.
Da Bolívia eles seguiram para o Peru, onde enfrentaram altitudes superiores a 4.500 metros. No Peru, os dois aproveitaram para visitar a famosa cidade perdia dos Incas: Machu-Pichu. Durante a viagem, os dois motociclistas nem sempre seguiram o que recomendam os guias turísticos. A Polícia Caminera nos advertiu que no trecho Abacayo-Puquio-Nazca havia assaltos e os motoristas eram degolados. Fomos mesmo assim, relembra Braga.


