Maringá - Aumentou o número de motos equipadas com antenas de proteção em Maringá, desde o acidente envolvendo o motoqueiro Alexsandro Theodoro César, 28 anos, que morreu degolado por um fio de pipa, no dia 14 do mês passado. A maioria dos motoqueiros, principalmente os que precisam do veículo para exercer a profissão, está instalando o equipamento na frente da moto. De acordo com a Polícia Militar, antes do acidente não havia motos com este tipo de antena.
A morte de Alexsandro chocou os moradores de Maringá. Ele era vigia municipal e estava de plantão no dia da morte. Alexsandro foi acionado para verificar o que tinha acontecido na Escola Odete Alcântara Rosa, cujo alarme havia disparado. Quando trafegava pela Avenida Guaiapó (zona norte) foi atingido por um fio de uma pipa que havia caído. Ele ainda desceu da moto e tentou pedir socorro, mas morreu no local. Testemunhas denunciaram que o fio estava com cerol um preparado de vidro moído e cola usado pelas crianças para derrubar outra pipa.
A Polícia está investigando o caso mas, de acordo com o delegado Paulo Machado, as pessoas que foram ouvidas não souberam identificar quem eram as crianças que estavam empinando pipa nas proximidades do acidente. Há denúncias de que um adulto e uma criança foram vistos no local empinando pipa no momento do acidente.
De acordo com o tenente da Polícia Militar, Ideval de Oliveira, a antena utilizada pelos motoqueiros impede que qualquer fio caído nas avenidas e ruas tenha contato com o piloto. Em caso semelhante ao ocorrido com Alexsandro, a antena barraria o fio, dando tempo do piloto se curvar. A antena, em alguns casos pode até cortar o fio. Conforme Oliveira, a antena não atrapalha a visibilidade do motoqueiro e pode ser instalada sem nenhum problema de infração ao Código de Trânsito.

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