Motoqueiro morre ao colidir com caminhão
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quarta-feira, 26 de março de 2003
Telma Elorza<br>Reportagem Local 
Um grave acidente, no início da tarde de ontem, entre um caminhão e uma moto causou a morte do motociclista Jorge Fernando Rocha Costa, 22 anos, e interrompeu o trânsito na Avenida Brasília (trecho urbano da BR-369), no centro de Londrina, por quase duas horas. O Corpo de Bombeiros teve dificuldades para resgatar o corpo do motociclista, que estava prensado sob as rodas traseiras do caminhão. O caminhoneiro Wagner Jeferson de Oliveira, 32 anos, foi indiciado em inquérito policial por homicídio culposo e liberado.
O acidente ocorreu por volta das 14h30 no cruzamento da Avenida Brasília com Rua Vicente Feijó. Segundo o comerciante José Carlos de Brito, 47 anos, que testemunhou o acidente, o caminhão Volksvagen placas BXI-5861, de Dourados (MS), seguia pela rodovia em direção a Ibiporã (14 km a leste de Londrina) e teria cruzado o sinal vermelho no cruzamento com a Vicente Feijó. ''Ele vinha pela direita, embalado, e não conseguiu frear. Nisso o rapaz da moto tentava cruzar a Brasília. O caminhoneiro ainda jogou o caminhão para esquerda mas pegou o motoqueiro em cheio'', contou.
A moto Honda Twister, placa ABW 1231, de Londrina, foi arrastada por cerca de 30 metros e ficou presa no para-choque do caminhão. Segundo policiais da Companhia de Trânsito, o corpo do motociclista ficou preso na roda traseira esquerda e foi arrastado por cerca de 12 metros, até o caminhão conseguir parar.
Quando os bombeiros chegaram, Costa já estava morto. A retirada do corpo demorou porque a moto enganchada não permitia que o caminhão desse ré. Para retirá-lo, os bombeiros tentaram erguer o caminhão com as almofadas que servem como um macaco hidráulico porém não tiveram sucesso. Um aparelho para cortar ferragens, chamado Lukas, foi usado para liberar a moto.
De acordo com a delegada de Trânsito, Paula Francinete, que compareceu ao local do acidente, o motorista seria ouvido e liberado porque ele não fugiu da responsabilidade, prestando todo socorro possível à vítima. ''É um direito que lhe assiste. Ele vai responder um inquérito, mas em liberdade'', disse. Ele não quis dar declarações à reportagem.


