As gerações dos anos 50 e 60 reviveram durante dois dias, em Cornélio Procópio, a época em que ‘gangues’ de motoqueiros aceleravam suas motocicletas Harley Davidson pelas ruas, impondo medo e admiração, com cabelos compridos, jaquetas de couro e muita tatuagem.
Pela primeira vez, no final de semana, a cidade sediou um encontro nacional de aficcionados pelas Harley Davidson, reunindo cerca de 200 motociclistas representando 12 cidades e 4 Estados do País. Para os amantes do motociclismo, uma aventura. Para os admiradores, um show à parte de diversos modelos de motos da marca Harley.
O evento, que num primeiro momento seria uma ‘‘reunião de amigos’’, como definiu o organizador, Luiz Paulo da Silva, ganhou dimensões de encontro nacional. ‘‘A primeira idéia era uma reunião de alguns grupos para homenagear um ex-motoqueiro de Harley, conhecido como Setão, que morreu em um acidente’’, disse o organizador.
Segundo ele, Cornélio Procópio foi escolhido para ser o ponto de encontro porque localiza-se entre São Paulo e Curitiba, de onde vem a maioria dos participantes. ‘‘Para os praticantes da Harley, as emoções mesmo estão em grandes viagens’’, acrescentou o organizador.
Entre os grupos presentes, estavam o ‘Águias de Aço’ (Belo Horizonte), ‘Naja’ (São Paulo), ‘Black Ship’ (Paraná), ‘Bode Velho’ (Curitiba), ‘Cavaleiros de Aço’ (Curitiba), ‘Pés-vermelhos’ (Londrina), ‘Carcarás’ (Brasília) e ‘Phantons’ (Rolândia).
O estilo dos adeptos é sempre o mesmo: jaqueta de couro, cabelos compridos, calça Jeans e muita tatuagem. ‘‘Ver um motoqueiro sozinho parece normal, mas vários grupos assim, parece filme’’, comentou a estudante Marcela Abrunhosa Lima.
A motocicleta Harley Davidson existe desde 1903. Nos anos 50, simbolizou um sonho de liberdade, que é buscado até hoje por fãs da moto. Um dos programas prediletos daqueles que cultuam a Harley é fazer longas viagens.
Instalada no Estado de Wisconsin (EUA), a empresa Harley Davidson produz cerca de 120 mil motos por ano. A meta até o ano 2003, centenário da companhia, é de alcançar uma produção de 200 mil motos.
O Brasil é o país que mais vende motos da marca na America Latina. São 600 mil motos/ano. Os preços dos modelos da marca variam de US$ 13,5 mil a US$ 34 mil. ‘‘Não é qualquer marca que consegue manter um mercado de venda por cem anos’’, diz Silva. Para o próximo ano, ele pretende organizar um encontro ‘‘ainda maior’’.

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