Cerca de 300 motociclistas percorreram anteontem as principais avenidas de Maringá para pedir mais segurança. A morte do mecânico Ewerton Silveira Garcia, 25 anos, na última quarta-feira, motivou o protesto. Ele foi morto pouco depois de sair do trabalho. Garcia havia parado a moto no semáforo, entre as avenidas Guaiapó e Colombo, quando foi rendido pelo ladrão. A Polícia Civil acredita que ele tenha tentado fugir e por isso recebeu o disparo. O tiro atravessou o abdômen de Ewerton, que morreu no local. O ladrão ainda tentou levar a moto, mas caiu cerca de 100 metros depois e abandonou o veículo. Na sexta-feira, a polícia prendeu um possível suspeito da morte do mecânico, mas ainda está investigando o caso. Em apenas uma semana ocorreram três roubos contra proprietários de Honda Falcon na cidade.
  Os organizadores do protesto afirmaram que pretendem fazer novas manifestações. O proprietário de uma oficina de motos, Edivaldo Lara, explicou que o movimento foi a forma encontrada para chamar a atenção das autoridades da cidade para o crescente número de furtos e roubos dos veículos. ‘‘Os crimes estão ficando cada vez mais violentos. Muitos motociclistas são trabalhadores que dependem da moto para ganhar seu sustento’’, declarou.
  De acordo com números da Polícia Civil, de janeiro a junho foram furtadas e roubadas 79 motocicletas em Maringá. Os números de julho ainda não foram computados, mas já se sabe que houve um aumento nos casos de roubo a mão armada.
  Para Lara, a polícia precisa descobrir para onde essas motos estão sendo levadas. Ele ainda contestou as blitzes realizadas diariamente na cidade para fiscalizar motociclistas. ‘‘Essa fiscalização só tem multado trabalhadores, enquanto os ladrões estão nas ruas. O próprio Ewerton foi multado durante a semana, porque estava pilotando com a viseira do capacete erguida. Um dia depois, foi morto no meio da rua’’,
argumentou.
  Na opinião de Lara, os motociclistas são marginalizados e todos os acidentes acabam sendo computados para eles, quando na verdade os motoristas de outros veículos também são responsáveis. Ele acredita que o protesto foi apenas o primeiro passo para uma discussão mais ampla na cidade.

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