Londrina - Um grupo de 120 motociclistas realizou um protesto contra os acidentes de trânsito envolvendo motocicletas no início da tarde de ontem em Londrina. A comitiva partiu da Avenida Winston Churchill ao meio-dia e seguiu pelas avenida Leste-Oeste e São Paulo, Alameda Manoel Ribas e Avenida Duque de Caxias.
Os manifestantes permaneceram por 10 minutos em frente à Prefeitura de Londrina reivindicando o direito de utilizar as faixas exclusivas e a instalação de mais semáforos em cruzamentos perigosos. O grupo seguiu posteriormente para a Avenida Dez de Dezembro, local onde o motofretista Alexandre Batista Okada, de 33 anos, morreu depois de uma colisão contra um táxi na última quarta-feira.
Lá eles criticaram a desatenção dos motoristas dos outros veículos e rezaram um Pai Nosso em homenagem a Okada e todos os outros motociclistas vítimas do trânsito.
Procurado pela reportagem, o diretor de Trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), João Ulisses Lopes, disse que a Prefeitura tem projetos para instalar novos semáforos na cidade, mas ainda é preciso analisar cada um dos pontos que demandam o investimento antes de executar as ações. Segundo ele, um dos pontos que estão em vias de ter o projeto liberado para a instalação de semáforo é o cruzamento das ruas Brasil e Bolívia. "É preciso lembrar que há muitos fatores que devem ser estudados para justificar um semáforo em determinado ponto. Em Londrina também temos alguns semáforos que vamos ter que modificar", comentou Lopes.
Conforme o diretor, o Ippul ainda não foi procurado pelos manifestantes do protesto desta sexta-feira. O instituto, observou ele, segue aberto a sugestões para melhorias na cidade.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) também informou que aguardou os responsáveis pela manifestação para orientá-los sobre as reivindicações, mas os participantes do movimento não procuraram a diretoria.

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