Motociclista terá que tirar capacete para abastecer
Os vereadores de Londrina aprovaram na sessão de ontem da Câmara, por unanimidade, o projeto de lei que obriga os motociclistas a retirar os capacetes e desligarem suas motos, para que elas possam ser abastecidas num dos 84 postos de combustíveis que operam na Cidade. Além disto, a motocicleta tem que estar emplacada. Caso contrário, os postos podem se negar a vender a gasolina.
Segundo o autor do projeto, vereador Luiz Carlos Tamarozzi (PL), o objetivo principal desta normatização de critérios para o abastecimento de motos é diminuir o risco de assaltos cometidos por motociclistas contra postos de combustíveis, cuja incidência aumentou muito nos últimos meses. Nosso projeto se baseou em solicitação tanto de frentistas quanto de donos de postos, que se sentem inseguros e ameaçados com a onda de assaltos, justificou Tamarozzi.
O projeto de lei vai agora a sanção ou veto do prefeito Antonio Belinati (PDT). Sabemos que não acabaremos com a insegurança e os assaltos com a simples aprovação de uma lei, mas pelo menos ela pode servir para inibir a ação dos ladrões. Sem o capacete podemos ajudar na futura identificação do assaltante, afirmou o autor do projeto.
A proposta conta com o apoio do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, de acordo com um parecer enviado pela entidade à Câmara no primeiro semestre deste ano, quando o projeto foi apresentado e começou a ser debatido pelos vereadores. A presidente do Sindicato dos Frentistas de Postos, Vera Lúcia da Silva, estava em viagem e não foi localizada ontem pela reportagem da Folha.
Entre os motociclistas, as novas exigências não encontram grandes resistências. O estudante Wagner Pereira dos Santos acredita que o fato de ter que tirar o capacete nos postos não dificultará a operação de abastecimento da sua moto. Não estou acostumado a tirá-lo, por uma questão de tempo; para poder abastecer e ir embora mais rápido. Mas não terei problema nenhum em tirar o capacete nos postos.
Já o comerciário Augusto Mello considera que as novas normas podem atrapalhar a vida dos motoqueiros. Parece uma lei meio sem cabimento, porque quem pretende assaltar não vai tirar o capacete e já chega mesmo armado aos postos. Ter que tirar o capacete em cada posto que a gente pára, cria o incômodo e a perda de tempo. Mas tudo bem, se é para tentar ajudar no aumento da segurança da Cidade, comentou Mello.
O dono da empresa de mototáxis Central, Luis Antonio Campinha, que tem 27 motos rodando constantemente pelas ruas de Londrina avalia que as exigências do projeto de lei aprovado não atrapalharão o desempenho de seus funcionários. Pôr e tirar o capacete faz parte do trabalho dos mototaxistas. Se é para inibir a ação dos assaltantes, a nova lei é positiva e vem em boa hora. Ela contará com o nosso apoio.Celso PachecoSem restriçãoSegurança: nova lei é aprovada pela Câmara e agrada motoqueirosOsmani Costa





