O ex-secretário de Estado de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira (foto), pode ser indiciado em inquérito policial por dirigir sob influência alcoólica e lesões corporais. Tudo dependerá do depoimento de um motociclista, cuja identidade está sendo preservada pela Delegacia de Delitos de Trânsito de Curitiba, que teria sido atropelado pelo secretário no último dia 8. O teste de bafômetro demonstrou que ele dirigia com uma dosagem alcoólica dois pontos acima do permitido.
Por se tratar de flagrante com réu solto, o inquérito não tem prazo para ser concluído. O delegado Artem Dach espera também o boletim de ocorrência do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). O inquérito será encaminhado para a Vara de Trânsito de Curitiba.
De acordo com testemunhas, o ex-secretário estava saindo de um restaurante num carro Volvo quando atropelou um motoqueiro. Ele teria descido do carro e chamado o advogado Miguel Nassar Filho, que estaria logo atrás, numa BMW. Nassar e o ex-secretário foram detidos e encaminhados para a Delegacia de Delitos de Trânsito. Em entrevista à Folha, Cândido negou que estivesse embriagado. Ele atribui o episódio a uma armação política.
Independentemente do que declarar o motociclista, Cândido será indiciado por direção sob influência alcoólica, artigo 306 do Código Brasileiro de Trânsito. Se fosse condenado, ele pegaria uma pena que varia entre seis meses e três anos. Possivelmente por ser réu primário, ele pagaria a pena com trabalhos prestados em favor da comunidade.
Dirigir embriagado é considerado infração gravíssima, e a carteira do motorista pode ser suspensa, o que não ocorreu com Cândido. De acordo com a assessoria de imprensa do Detran, este processo é demorado.

mockup