Motobombas são instaladas no Sistema Tibagi
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sexta-feira, 07 de fevereiro de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina Equipes da Sanepar se mobilizaram ontem em uma operação para instalar equipamentos na Estação de Tratamento de Água do Sistema Tibagi, na região leste de Londrina. A intenção era movimentar as peças até o final da manhã, mas a logística precisou ser alterada por conta dos detalhes da operação, que envolveu um guindaste com 130 toneladas.
O chamado conjunto "motobomba" pesa, aproximadamente, dez toneladas e é utilizado no transporte da água até a estação de tratamento. Na quarta-feira, um equipamento semelhante foi instalado na unidade de captação. Ontem, outro conjunto foi implantado na estação intermediária. As duas estruturas vão possibilitar o bombeamento de água até a estação.
"São bombas de grande porte com potência de 1,5 mil cavalos, o que equivale a quase 20 vezes a potência um carro mil", explicou o engenheiro responsável pela obra, Rafael Leite Gonçalves.
A ação faz parte das obras de ampliação do Sistema Tibagi que começaram em 2011. De acordo com o engenheiro, 65% das adequações já foram concluídas. "Dos 22 quilômetros de adutoras quase 21 já foram implantados. Falta ainda a parte elétrica. A estação deve começar a funcionar até o final do primeiro semestre, mas as obras como um todo serão entregues no final deste ano", afirmou Gonçalves.
O custo total da ampliação é estimado em R$ 84 milhões. Já foram investidos, aproximadamente, R$ 50 milhões. Para o gerente industrial da Sanepar em Londrina e Cambé, Roberto Arai, melhorias na adutora executadas em novembro do ano passado já contribuíram para o aumento na produção de água. "A produção de água era de 170 a 180 milhões de litros por dia. Hoje são, aproximadamente, 200 milhões de litros", ressaltou.
Após a conclusão das obras, serão produzidos de 1,2 mil a 1,8 mil litros de água por segundo. "Vamos ainda comprar uma nova bomba que aumentará a produção para 2,4 mil litros de água por segundo. Nós estimamos, no mínimo, 15 anos de tranquilidade no abastecimento", destacou Arai. Um reservatório também deve armazenar, aproximadamente, 2,5 milhões de litros.
O Sistema Tibagi é responsável pela produção de 55% do volume de água que abastece Londrina. O restante é viabilizado pelas estações Cafezal, Guarani e outros poços instalados na cidade. Parte da produção do Sistema Tibagi também é repassada para os moradores de Cambé.
"Estamos com uma situação bastante confortável. Nós captamos água do Tibagi, que é um rio com um grande volume de água. Essas intervenções que fizemos no final do ano passado propiciou um aumento na produção de água na ordem de 15 milhões de litros por dia e isso deu um fôlego para atender as duas cidades (Londrina e Cambé) até a conclusão das adequações", explicou o gerente industrial.
Sem racionamento
Arai descartou a possibilidade de racionamento de água e desabastecimento por causa do tempo seco. "Se não houver problemas pontuais, como falta de energia elétrica e rompimento de tubulação, eu posso falar que nós vamos passar este verão de forma bastante tranquila", disse.


