Moto-taxistas: Queremos trabalhar!
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sexta-feira, 25 de abril de 1997
Luka Morais 
Milton DóriaSem discussãoMoto-taxistas reunidos no centro: empresas condenam parecer da Comurb e garantem segurança de usuários Os moto-taxistas fizeram ontem pela manhã uma passeata em protesto contra a decisão da Câmara de Vereadores que, na sessão de anteontem, retirou definitivamente de pauta o projeto que regulamenta o serviço na Cidade. Revoltados também com o parecer contrário da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) ao projeto, os manifestantes fizeram uma pausa em frente à Prefeitura. Queremos trabalhar. Queremos trabalhar, gritavam.
Os proprietários das empresas que prestam o serviço não aceitam a justificativa que levou à retirada de pauta da matéria, de que o serviço coloca em risco a segurança do usuário. Luiz Antonio Campinha destaca a existência de regras de segurança que são seguidas pelos condutores de moto. Ninguém veio perguntar para nós sobre como as empresas funcionam, critérios, nada. Não houve discussão e isso nos deixou revoltados.
Outro dono de empresa, João Batista de Oliveira, explicou que há qualificação do pessoal que vai conduzir as motos. Além do uso do capacete, os moto-taxistas são orientados a conduzir a 40 quilômetros por hora nas ruas centrais. O limite nas vias perimetrais é de 60 km/hora.
Oliveira critica a postura adotada por taxistas que temem perder fatia do mercado. Nossa clientela é formada por pessoas que não têm condições de pagar um táxi, quem ganha de 2 a 3 salários mínimos.
Luiz Campinha assegura que o serviço vai continuar na Cidade, independente de projeto que o autorize ou não. Ele recorreu à Justiça e obteve liminar concedida por juiz local, garantindo o funcionamento do serviço.
Co-autor do projeto retirado de pauta anteontem, o vereador Sidney Osmundo de Souza (PST) pretende promover um debate amplo com a comunidade sobre o assunto. Ele não descarta a possibilidade do projeto voltar à discussão, após sofrer algumas modificações. Segundo informação da assessoria da Câmara, projeto retirado definitivamente de pauta só pode voltar a ser discutido com pedido de retorno assinado pela maioria absoluta dos vereadores. Seriam necessárias 11 assinaturas. Pode também retornar na próxima legislatura, ou seja, no ano que vem.
A partir da próxima segunda-feira, usuários de uma das empresas de moto-táxi estarão utilizando tocas descartáveis, que garantem maior higiene na utilização dos capacetes.


