Ney de SouzaCortando caminhosA rapidez é o ponto forte das moto-táxis, que não enfrentam os congestionamentos frequentes em FozO movimento de um milhão de turistas por ano nas Cataratas e mais de três milhões no turismo de compras na fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina inspirou o pequeno empresário Rosevaldo Amaral a pôr em prática o serviço de moto-táxi em Foz do Iguaçu. São 12 motoqueiros habilitados e treinados para levar passageiros para qualquer ponto de Foz ou das cidades fronteiriças.
A idéia surgiu quando Amaral visitou Umuarama e conheceu a novidade, que havia sido copiada do Recife (PE). Em Umuarama, o serviço criou polêmica com as empresas do transporte coletivo, e chegou a ser suspenso pela Justiça (leia texto ao lado). Uma semana depois de implantadas, as motos já colecionam passageiros cativos. Muitos aproveitam para driblar o congestionamento quilométrico na Ponte da Amizade entre Brasil e Paraguai. ‘‘As motos cortam caminho e furam fila com facilidade’, diz José Augusto Marassi, um dos clientes.
Em cinco dias, o ponto das moto-táxis, na rua Di Cavalcanti, região da Ponte da Amizade, recebeu 700 chamadas, das quais 400 se transformaram em corrida. Com a economia de combustível proporcionada por esse tipo de veículo, o valor da passagem pode variar entre R$ 1,00 e R$ 3,00. Segurança, segundo Amaral, é um cuidado especial. O motoqueiro não pode ultrapassar a velocidade máxima de 25 km/h na cidade e 60 km/h nas estradas.
Contabilizando lucros, o empresário já pensa em adaptar as motos com carretas para transportar até dois passageiros. Ele diz que este sistema já existe em cidades bolivianas. No entanto, a idéia não é vista com bons olhos pelos donos de empresas de ônibus urbanos, que já questionaram a prefeitura mas ainda não tomaram nenhuma medida na Justiça contra o novo serviço.

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