Motéis de Londrina são fiscalizados
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Vinícius Fonseca e Silvana Leão<BR> Reportagem Local 
Fiscais da Secretaria Municipal de Defesa Social de Londrina e da Vigilância Sanitária realizaram ontem em vários estabelecimentos uma Operação Integrada de Fiscalização Urbana para averiguar irregularidades em motéis, hotéis e saunas.
A FOLHA mostrou nesta semana que esses estabelecimentos não exigiam documentação dos frequentadores, o que facilita a entrada de menores de idade. Acompanhados de uma garota de 13 anos e do pai dela, jornalistas conseguiram entrar em dois motéis sem serem questionados.
Da ação de ontem também participaram membros do Conselho Tutelar. Segundo a promotora do Meio Ambiente Solange Vicentin, que coordena a operação, foram feitas denúncias de que menores frequentariam esses lugares.
Embora não tenham sido encontrados menores no locais ontem à tarde, outras irregularidades foram apontadas pela operação, como alvarás vencidos ou desvios de função. ''A operação é integrada e cada orgão faz a sua função. Por isso estamos autuando alguns desses estabelecimentos'', explicou a promotora.
Durante a ação, que começou por volta das 15h30 e só terminou no início da noite, foram visitados seis estabelecimentos e encontradas irregularidades em dois deles.
Solange destacou a importância de se realizar operações como essa constantemente. ''Depois que as pessoas adquirem os alvarás, elas aproveitam para cometer irregularidades.''
O fiscal da Secretaria Municipal da Fazenda, Olavo Barros de Azevedo Neto, que participou da operação, comentou os problemas encontrados nos estabelecimentos. ''Um deles foi interditado porque realizava atividades ilegais e para voltar a funcionar precisa se desfazer de alguns móveis e passar por uma nova vistoria'', explicou.
O outro comércio que possuía licença para atuar como hotel e que estaria funcionando como motel foi autuado. Azevedo Neto disse que esta é a segunda vez que se aplica multa naquele local. O valor da autuação pode variar de R$ 52,00 a R$ 2,7 mil.
Caminhonete clonada
O delegado Julio Cesar de Sousa, que investiga o caso da adolescente morta por provável overdose no último dia 8, ouviu no final da tarde de ontem o proprietário de uma caminhonete semelhante à que também esteve no motel na noite do crime. Na ocasião, a vítima, de 13 anos, esteve no estabelecimento com outras duas adolescentes e três homens, todos maiores de idade. Dois deles, Cleverson de Oliveira, 24 anos, e Wendel Palhano, 19, foram autuados em flagrante por homicídio doloso e estão detidos no 2º Distrito Policial.
Oliveira dirigia um Logus vermelho, que foi utilizado para levar a adolescente, já sem vida, para o HZN. O terceiro homem, identificado por Giovani, que estaria dirigindo uma S10 branca, ainda está desaparecido. O veículo localizado ontem pela polícia tem as mesmas características e a mesma placa, mas o delegado suspeita que a camionete utilizada pelos envolvidos na morte da adolescente estivesse com placas clonadas.
''As características físicas do proprietário do veículo localizado hoje (ontem) não batem com as do suposto Giovani. Trata-se de um homem de 47 anos, pai de família, que acompanhou os policiais até a delegacia sem resistência, e estava muito tranquilo. De qualquer forma, ele foi fotografado para que as outras duas adolescentes informem se trata-se ou não da mesma pessoa. Mas a suspeita, agora, é de clonagem'', disse Sousa.
O médico que atendeu a adolescente será ouvido na próxima terça-feira. Uma acareação entre a mãe da vítima e uma amiga próxima também deverá ser realizada, para esclarecer pontos divergentes da investigação. O delegado pretende concluir seu trabalho no início da semana.


