Da Sucursal

Alessandro SantosPreconceitosOs idosos, os portadores de deficiência e do vírus HIV são retratados no quadro ‘Nossos Vizinhos Esquecidos’Imagens reais de execuções sumárias, genocídio e terrorismo, flagrantes das guerras mundiais, dos campos de concentração nazistas, da guerra do Vietnã e da antiga Iugoslávia são alguns exemplos do que pode ser visto na exposição inaugurada ontem à noite, no saguão do Palácio Iguaçu, em Curitiba. A mostra ‘‘Direitos Humanos - Direitos de Todos’’, tem caráter educativo. O objetivo da mostra é lutar contra o sentimento de indiferença e acomodação da sociedade.
A exposição, que fica em Curitiba até o dia 30 deste mês, conta com 87 painéis que já foram observados por 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais 50 mil apenas no Brasil. Imagens e informações cedidas pela ONU possibilitaram a montagem da exposição, realizada pela Soka Gakkai Internacional (SGI), uma organização não-governamental do Japão. No Brasil o evento tem o apoio do Ministério da Justiça.
‘‘Nosso objetivo é promover a reflexão’’, afirmou o secretário estadual da Justiça e Cidadania, Edson Vidal. Ele descreveu as imagens como sendo as piores fases do século XX. ‘‘São páginas negras, que não podem ser esquecidas.’’
O ponto de partida da mostra é a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Entre as imagens, retratos ameaçadores de ameaças à liberdade e a dignidade, opressão sobre as mulheres, discriminação das minorias e drama de refugiados. Para encerrar, uma coletânea de propostas e idéias sobre a questão, assinadas por várias personalidades contemporâneas.
Alessandro SantosPromovida por uma organização não-governamental japonesa, a mostra abre com a Declaração dos Direitos do Homem
A mostra foi inaugurada no Brasil em setembro de 96, no saguão do prédio do Ministério da Justiça, em Brasília. Depois disto, a exposição passou pelo Rio de Janeiro e São Paulo. Antes de chegar ao País, os painéis já haviam percorrido vários países, como Canadá, Suíça, Japão, Inglaterra, Alemanha e Itália.
O secretário da Justiça informou que, em Curitiba, a exposição será observada por várias escolas de 1º e 2º graus que irão visitar o local.
O secretário, que esteve ontem apreciando a mostra, comentou sobre a importância de que os estudantes conheçam imagens como as de escravidão, tortura, pobreza, desnutrição e discriminação. Ele disse que, em sua opinião, os graves problemas têm início na prática diária.
‘‘O maior abuso de direitos humanos cometido no Brasil está na falta de solidariedade, o que deve ser reavaliado por cada cidadão’’, denunciou.
Ele afirmou que a sociedade moderna não pratica o exercício da cidadania diariamente. ‘‘Temos exemplos simples que provam isto, como a desumanidade no trânsito ou os absurdos cometidos pelas torcidas organizadas’’, concluiu.

mockup