Paulo Pegoraro
De Cascavel
Entidades de portadores de deficiências visuais e órgãos educacionais de Cascavel estão realizando exposição alusiva ao 190º ano de nascimento de Louis Braille, o criador do método braile, que permite a cegos ler e escrever pelo tato dos dedos em símbolos. Com a técnica, muitas pessoas têm conseguido sua inserção social, acesso ao mercado de trabalho e até frequentar escolas regulares, inclusive cursos superiores.
A exposição itinerante é organizada pela Associação Cascavelense de Deficientes Visuais (Acadevi), Centro de Atendimento Especializado, Centro de Confecção de Material em Braille da Biblioteca Pública Municipal, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Faculdade Dom Bosco e Núcleo Regional de Educação.
Estão sendo mostrados máquinas de escrever, pranchetas, livros, material didático e recursos da informática, com o programa Dosvox, que permite a operação de computadores pelos cegos. A mostra serve também para estimular outros portadores de deficiências à integração e adesão aos programas de formação.
Para Ênio Rodrigues da Rosa, 40 anos, fundador da Acadevi e presidente da União Paranaense de Cegos (UPC), apesar da variedade de recursos para ler e escrever, nenhum se iguala ao método braile. São 63 símbolos em relevo que são tateados com os dedos da mão, permitindo a identificação das letras do alfabeto e outros sinais.
O criador do método que permite aos cegos leitura e escrita, Louis Braille, nasceu em Paris (França), em 1809, e morreu em 1852. Ele havia ficado cego aos três anos, de um olho, num acidente quando brincava na selaria onde seu pai trabalhava. Aos 5 anos, perdeu o outro olho por infecção. Louis desenvolveu o método braile quando frequentava o Instituto Imperial de Jovens Cegos, em Paris.

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