Mostra de cultura jovem une justiça social e arte urbana
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de março de 2001
Vânia Casado De Curitiba 
Os jovens da periferia de Curitiba animaram o Hip Hop em Ação, ontem, no Centro Cultural do Portão. Eles apresentaram shows de rap e break, dando uma mostra da cultura jovem que está predominando nos bairros. Além das danças, os grafiteiros também deram o seu recado. O evento foi promovido pela Fundação Cultural de Curitiba, que organizou o 1º Encontro Curitibano de Arte Urbana. Estima-se que 4 mil a 5 mil jovens estejam engajados no movimento em Curitiba.
O encontro foi proposto pelos próprios representantes do movimento Hip Hop em Curitiba. A Fundação Cultural ofereceu apoio logístico e a infra-estrutura para o evento. Para o diretor-artístico da Fundação Cultural de Curitiba, Leandro Knofholz, o encontro servirá para dimensionar os movimentos culturais nos bairros, proporcionar o relacionamento entre os grupos das diversas regiões, mas sem interferir em suas ações. O objetivo do Hip Hop é a justiça social pela música, dança e arte do grafite, explica Joel Mariano, conhecido como Walderrama, do grupo Artvistas MDE.
São muitos os grupos conhecidos na cidade. Entre eles, o Artvistas MDE, 12 ABA, HGB, Consciência Suburbana, FMA, Conexão Sul, Auradiel e Filhos da Periferia. De acordo com o presidente da Associação de Artistas e Grafiteiros de Curitiba, Timóteo Borges de Campos, o trabalho dos jovens ligados ao movimento Hip Hop está voltado à conscientização social. Junto com a manifestação cultural, eles discutem política, drogas, violência e outros assuntos que preocupam a comunidade onde atuam.
O movimento Hip Hop nasceu nos Estados Unidos, na década de 80. No Brasil, o movimento iniciou em São Paulo e chegou em Curitiba em 1990. Suas formas de expressão acontecem na música pelo RAP (abreviatura de revolução, atitude e protesto), com letras que denunciam a injustiça social.


