O jornalista Marcos Mantovani, que mora na Rua Massashiro Tomita, entre as Ruas Pará e Goiás, no Centro de Londrina, está assustado desde que, há cinco dias, visitantes indesejados começaram a aparecer em sua casa. Estamos falando do Aedes aegypti, o popular mosquito transmissor da dengue.
O quintal bem cuidado, sem qualquer recipiente com água parada que possa favorecer a reprodução dos mosquitos, não livrou o jornalista de receber as ''visitas''. ''Eu percebo que os moradores dessa região cuidam bem de seus quintais, mas nesse período de muitas chuvas o cuidado deve ser redobrado. Porém, na minha opinião, o maior problema são os terrenos vazios que estão cheios de focos para a reprodução do mosquito'', comentou Mantovani.
Em frente à casa do jornalista existe um terreno vazio com o mato ultrapassando os dois metros de altura, no entanto, um muro e um portão de ferro escondem o possível criadouro dos mosquitos.
''Pelo o que eu sei, esse terreno é particular. O lamentável é que as pessoas não tenham a consciência de que, não cuidando de seus terrenos, possam prejudicar terceiros. Se um mosquito desses transmitir a doença para mim vai atrapalhar muito a minha vida, pois estou desempregado e não posso perder tempo em uma cama, tenho que procurar emprego'', queixou-se Mantovani, mostrando um vidro com vários exemplares de Aedes aegypti que ele capturou nos últimos dias.
Segundo o jornalista, que mora na mesma rua há quase 10 anos, uma caminhonete da Secretaria de Saúde passou por ali aplicando o fumacê no último domingo, porém os agentes de controle de endemias, que fazem a fiscalização de casa em casa, não passam pela Massashiro Tomita há muito tempo.
De acordo com a gerente de Epidemiologia da Secretaria, Sônia Fernandes, a primeira aplicação de fumacê elimina apenas 40% dos mosquitos, sendo necessário um ciclo de oito aplicações para eliminá-los totalmente, desde que não existam locais para os insetos continuarem a se reproduzir.
Sobre a fiscalização, ela estranhou o fato de os agentes de controle de endemias não passarem pela rua em que mora o jornalista, já que existem equipes distribuídas por toda a cidade.
''O normal é que cada casa receba a visita dos agentes, em média, quatro vezes por ano. Vou verificar o que aconteceu nesse caso. De qualquer forma, já anotei o endereço e vamos encaminhar uma equipe de fiscalização para o local. O proprietário do terreno será identificado e vamos tomar as devidas providências. Também vamos fiscalizar as outras casas da rua para descobrir de onde vêm os mosquitos'', explicou.

Serviço: Denúncias sobre focos de mosquito da dengue podem ser feitas pelo fone 0800-4001893

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