Mosquitos da dengue infestam conjunto Chefe Newton
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quinta-feira, 27 de maio de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
O alto índice de infestação do mosquito Aedes Aegipty no Conjunto Chefe Newton Guimarães, Zona Norte de Londrina, está preocupando os moradores. Segundo o coordenador da equipe de combate a dengue, Roberto Reghin, no último levantamento referente aos meses de abril e maio, o índice chegou a 10,91%, o que significa que, das 110 casas pesquisadas, 12 tinham focos do mosquito. De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, se ultrapassar os 5% já há risco de epidemia.
Para evitar que a situação se agrave, a equipe de educação da secretaria organizou várias atividades ontem. Pela manhã, uma palestra foi realizada para orientar a comunidade. ''Gostaria que mais gente tivesse vindo'', disse o presidente da associação do bairro, Flávio Guerreiro. Ele acredita que o aumento dos focos está ligado ao período de chuva e ao descuido da população. ''Eles (moradores) limpam logo depois que os agentes passam, mas depois não levam adiante. Não tratam a dengue com seriedade'', contou Guerreiro.
Um teatro de fantoches animou a criançada do bairro. A turma ecológica, segundo a agente de controle da dengue Maria Lima Vasconcelos, ensinou as crianças sobre o risco da dengue e passou orientações. À tarde, uma equipe fez um arrastão pelo bairro, distribuindo panfletos.
Apesar do índice estar acima do desejado, o médico coordenador da equipe da Saúde da Família, Marcos Edilson Guedes, contou que não houve casos de dengue registrados na Unidade Básica de Saúde da região. O bairro foi o que apresentou a maior taxa da região Norte, seguido pelo Jardim São Jorge com 4,76%. A média de Londrina foi 3,08%. ''Neste levantamento 80% dos focos foram encontrados em residências. Por isso, a comunidade precisa ajudar no controle da dengue, senão, podemos ter uma epidemia novamente'', disse a gerente de Epidemiologia da secretaria, Sônia Fernandes.
O bairro com o nível mais alto de infestação em Londrina, 17%, é o Jardim Paulista, na Área Central, segundo informou Sônia. Quanto ao Chefe Newton, a gerente lembra que o período de chuva pode ter contribuído para este aumento e acredita que os riscos de epidemias são poucos devido ao período de inverno que não favorece o desenvolvimento das larvas. Este ano foram registrados 11 casos de dengue, dos quais apenas dois foram contraídos na cidade.


