Curitiba - O Paraná corre o risco de ser vítima de uma epidemia de dengue. O motivo é a presença no Estado do mosquito Aedes aegypti, que está provocando o aumento do número de casos autóctones da doença – quando a contaminação acontece no município de origem. Já são 72 confirmações de casos autóctones desde o início do ano. Apenas na última semana, foram 16 novos casos, conforme divulgou ontem a Secretaria Estadual da Saúde.
‘‘Isso significa que a infestação do mosquito Aedes aegypti, que provoca a doença, está ficando fora de controle no Paraná, o que está refletindo no aumento de casos autóctones’’, explicou a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, Margarida Lenzi.
Umuarama continua liderando o ranking de confirmações autóctones. Já são 32 registros. Dez deles divulgados ontem. Em Maringá foi comprovado mais um caso autóctone, totalizando sete confirmações e outros dois importados, somando 12 registros.
No total, já são 215 confirmações da doença no Estado, das quais 52 foram registradas na última semana. Dessas, 36 são ‘‘importadas’’ - adquiridas em outros estados, somando 143 em todo o Paraná. Em Curitiba, o número saltou de 36 para 51 os casos importados. Na Capital não há registro de casos autóctones.
Apesar disso, dois novos focos de larvas da dengue foram confirmados na cidade. Um em uma borracharia às margens da BR-116 e outro em uma carcaça de carro em um ferro-velho, na Vila Hauer. Com isso, já são seis os focos localizados por fiscais.
‘‘Todos os locais fazem parte dos 2,5 mil pontos estratégicos que percorremos diariamente. A partir de amanhã (hoje) se houver reincidência, o dono do ponto cujo foco foi encontrado, será autuado e terá que pagar multa’’, alertou Margarida. O valor da multa varia de R$ 70,00 a R$ 2,5 mil.
Preocupado com a incidência de registros autóctones em Umuarama, o diretor de Centro de Saúde Ambiental da secretaria de Estado da Saúde, Antonio Carlos Setti, viaja ao município para debater novas estratégias de combate ao mosquito. No próximo dia 12, acontece uma teleconferência voltada aos profissonais da saúde e professores.

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