Mosquito cria resistência
Londrina - Ao contrário dos anos anteriores, a população deve seguir em alerta contra a dengue mesmo no inverno, período de muito frio. E prova disso são os altos números da doença em Londrina e região nesta época. Segundo Nino Ribas, coordenador de Endemias da secretaria de Saúde de Londrina, o mosquito Aedes aegypti vem sofrendo mutações.
"Ele vem apresentando uma maior resistência aos longo dos anos. Para se ter uma ideia, o ovo pode permanecer até 454 dias nos criadouros e, no estágio de larva, ele pode hibernar até 50 dias embaixo da água e em baixas temperaturas, pois não precisa ter contato com a atmosfera para respirar", conta.
Outro detalhe importante é que a fêmea não necessita exclusivamente de água para desovar e sim de um ambiente úmido, como por exemplo, os recipientes de água dos animais. "Ela desova de dois a três centímetros acima do nível da água. Por isso, não basta jogar água fora, tem que fazer uma limpeza", diz.
Em relação ao vírus, Sandra Caldeira, gerente de Vigilância Epidemiológica, explica que toda a população está suscetível ao tipo 4, que anda em circulação no município. "Quando se trata de um vírus novo, que nunca circulou em nosso município, toda a população está suscetível", salienta.
Já em relação aos sintomas, o secretário de Saúde, Mohamad El Kadri alerta que nessa época do ano é comum haver uma interposição de sintomas. "E esse vírus tipo 4 apresenta sintomas bem inespecíficos, que confundem muito com os gripais. É por isso que os exames laboratoriais, como os de sangue são essenciais para o diagnóstico da dengue", ressalta. (M.O.)





