Mortos chegaram a 100 mil
ReproduçãoCarregada pelo vento, a radiação atingiu a Noruega, Suécia e Dinamarca, obrigando a transferência dos moradores destes países. Ainda hoje a versão oficial nega que a radiação tenha chegado a capital da Ucrânia, mas acreditasse que a contaminação tenha ocorrido por causa da proximidade da cidade com ChernobylO desastre na Usina de Chernobyl é, mesmo passado 13 anos, o mais grave da história nuclear. A estimativa oficial aponta para mais de 4 milhões de pessoas doentes, 10 mil pessoas mortas e mais de 325 mil moradores evacuados de suas casas. No entanto, organizações internacionais indicam que os registros de óbitos ultrapassaram a mais de 100 mil.
O vazamento da usina aconteceu, em 25 de abril de 1986, por causa de um incêndio dos reatores. Ainda hoje existe um cerco num raio de 30 quilômetros em volta de Chernobyl, conhecido como Zona de Exclusão. Mesmo com o desastre, três dos quatros reatores ainda funcionam, abastecendo com energia elétrica parte do País.
A falha no reator foi provocada na unidade 4 da usina. Por um problema de refrigeração, o sistema de segurança de Chernobyl falhou provocando uma explosão. Uma das paredes do reator, que pesava 10 mil toneladas foi arremessada num raio de dois quilômetros. Por quase um semana, a usina pegou fogo.
Na época, o governo soviético (a Ucrânia ainda pertencia à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS) negou o acidente. A posição de Moscou mudou apenas quando foi detectado o incêndio por um satélite americano.
Ainda hoje a versão oficial nega que a radiação tenha chegado a capital da Ucrânia.

mockup