Guilherme Vieira

Jonas de OliveiraOsni Martins, com o irmão João Maria Martins: confusão e surpresaO pedreiro Osni Martins, de 33 anos, resolveu voltar para casa em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba no domingo, dia 18 de janeiro, depois de passar um mês trabalhando no Litoral paranaense. Além de fazer uma surpresa aos seus familiares, acabou surpreendido. A família havia realizado o seu enterro no dia 13 e se preparava para a missa de sétimo dia.
A confusão foi causada pelo irmão mais velho de Osni, o vigia João Maria Martins, de 44 anos, que, preocupado com o sumiço do pedreiro, foi até o Instituto Médico Legal (IML) de Paranaguá fazer o reconhecimento de um ciclista encontrado morto sem documentos. ‘‘Como Osni havia partido para o litoral de bicicleta e sem documentação, toda a família pensou que o morto poderia ser ele’’, explicou. João Maria contou que um outro fator que favoreceu a confusão foi a semelhança física entre o cadáver e seu irmão, constatado por um cunhado que compareceu ao reconhecimento.
O corpo do ciclista então foi liberado e a família recebeu o atestado de óbito. Depois, contrataram uma funerária para realizar o enterro ao preço de R$ 1.400,00.
Osni agora está oficialmente morto e terá que provar na Justiça que está vivo. Segundo o delegado de Polícia Civil de São José dos Pinhais, José Carlos de Oliveira, o corpo enterrado por engano vai ser exumado hoje por peritos do IML às 15h30, para que sejam realizadas investigações sobre a sua verdadeira identidade. Os técnicos vão tentar realizar a identificação através de exames das impressões digitais.
A família Martins contabiliza agora o prejuízo com a confusão, pois está sendo cobrada pela funerária para pagar o enterro de R$ 1,4 mil do desconhecido.

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