Negativo cedido pela famíliaCamisa vermelhaA foto do casamento realizado em dezembro mostra com nitidez a imagem do corretor Olímpio José Rodrigues, morto há cinco anos; filhos se emocionaram ao ver a imagem do pai

A presença do corretor Olímpio José Rodrigues em uma foto do casamento do filho, Maurício, realizado em dezembro passado em União da Vitória, deixou a família surpresa. Olímpio morreu em outubro de 93, mas pode ser facilmente reconhecido na foto até por leigos. Ontem, um dos filhos dele, Celso José Rodrigues, que mora em Nova Esperança (35 quilômetros a noroeste de Maringá), procurou a Folha para divulgar a foto. ‘‘A gente vê isso na televisão com artistas famosos, mas a foto do meu pai está bem mais nítida’’, afirmou.
Olímpio aparece na foto atrás do filho, no momento da assinatura da certidão de casamento, no Cartório de União da Vitória. Celso contou que na sala estavam apenas o juiz de paz, os noivos, padrinhos e alguns convidados. ‘‘Não passavam de 10 pessoas, e ninguém viu gente estranha na sala’’, garantiu. Comparando a fisionomia da foto do casamento e outra, de uma festa na casa de Olímpio, qualquer pessoa tem certeza de ser a mesma pessoa. ‘‘Ao contrário das fotos dos cantores sertanejos mortos, que aparecem na TV, onde a gente só vê sombra’’, comparou Celso.
Ele conta que nenhum dos irmãos foi ao casamento, realizado no meio da semana. No sábado seguinte, 5 de dezembro passado, Celso e outro irmão, Marcos, que mora em Curitiba, foram até União da Vitória visitar Maurício e a noiva, Eliane. ‘‘Quando chegamos ele nos mostrou a foto e ficamos emocionados. Todo mundo chorou’’, recordou Celso. Depois do choque inicial, os irmãos fizeram mais cópias e procuraram explicações para a presença do pai na foto. A família, de 13 irmãos, é católica. ‘‘Depois da morte do pai nunca fomos atrás de nada. Quando vi a foto, procurei um padre aqui em Nova Esperança’’, disse.
O padre, que já deixou a cidade, considerou o fato como um fenômeno parapsicológico. ‘‘Mas ele não soube dar maiores explicações’’, disse Celso. Ontem ele emprestou o negativo da foto para a Folha. Ampliado nos computadores do jornal, o negativo, aparentemente, não apresenta indícios de ter sofrido alterações.
A intenção de mostrar o negativo e as fotos, que até agora ficaram restritas à família, é de apenas divulgar o fato, garante Celso. Ele disse que todos os filhos eram ligados ao pai, mas aceitaram a morte dele com tranquilidade. ‘‘A gente só quer mostrar porque sabe que isso não é comum’’, argumentou.

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