Mortes por meningite recuam 36% este ano
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sexta-feira, 23 de setembro de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Do começo do ano até agora, a Secretaria de Estado da Saúde foi notificada de 1.188 casos de meningite no Paraná. Cento e quinze pessoas morreram em função das complicações da doença. Os casos mais recentes foram o de uma menina de 12 anos, em Curitiba, e de um funcionário de um hospital de Palotina (96 km ao norte de Cascavel), de 28 anos, que contraíram a forma mais grave da doença - a meningocócica - e faleceram esta semana.
Proporcionalmente, o número de pessoas que manifestaram a doença, este ano, é 27,5% menor que em 2004, quando foram confirmados 2.185 casos. O número de mortes também é cerca de 36% inferior ao ano passado.
A responsável pela Divisão de Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Estado da Sa© úde, Nilce Haida, garantiu que não há nenhum município paranaense em eminência de surto. A meningite, lembrou ela, é uma doença endêmica e as equipes de vigilância epidemiológica municipais foram orientadas a ficar atentas ao surgimento de casos.
Dos casos de meningite registrados este ano, 629 foram de origem viral, 220 bacteriana, 101 meningocócica, 121 de meningite não especificada, 47 de meningite de outra etiologia, 45 de meningite por pneumococos, 4 por hemófilos e 11 de meningite tuberculosa.
Nilce explicou que a meningite ocorre em todos os meses do ano, mas é maior a incidência em períodos de baixa temperatura porque as pessoas costumam ficar por mais tempo em ambientes fechados, o que facilita o contágio. Portanto, a recomendação principal é manter os ambientes bem arejados e limpos.
A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Os principais sintomas são fortes dores de cabeça, febre elevada, rigidez na nuca e vômito. A forma infecciosa da doença, que causa o rompimento de vasos, pode apresentar como sintomas manchas avermelhadas pelo corpo.
''O diagnóstico precoce é fundamental, pois a meningite tem uma evolução clínica muito rápida'', alertou Nilce. Por isso, a recomendação é procurar atendimento médico o quanto antes para iniciar o tratamento. Ela, também, orienta que as pessoas não se automediquem, pois o uso de antibióticos, por exemplo, mascara a doença, dificultando o diagnóstico.


