Mortes podem ter sido causadas por aquecedor
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de agosto de 2000
Erika Wandembruck De Curitiba Especial para a Folha 
Exames preliminares feitos pelo Laboratório Central de Curitiba (Lacen) descartam intoxicação alimentar ou cólera como causas das mortes de Gertrudes Fernandes, 85 anos, e da filha, Nanci Fernandes, 50 anos, no dia 21 deste mês, em Caiobá (Litoral do Estado).
A hipótese mais provável é que as mortes foram provocadas pela inalação de monóxido de carbono liberado por um aquecedor a gás. A tese, entretanto, só poderá ser comprovada quando o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba estiver concluído dentro de três semanas.
As vísceras dos cadáveres das vítimas foram retiradas pelo IML para que seja dosada a quantidade de gás carbônico supostamente existente nos organismos. O perito Lauro Gritten, do Instituto de Criminalística de Paranaguá, que esteve no apartamento das vítimas coletando materiais para análise, disse que o aquecedor estava desligado. Mas o gás pode ter vazado sem ninguém perceber, concluiu.
Os sobreviventes Neurandi Fernandes, 59 anos, e a mulher, Dirce Maciel, 38 anos, que foram internados com forte desidratação no Hospital Cruz Vermelha, em Curitiba, estão fora de perigo. Fernandes está em observação na UTI e Dirce já recebeu alta.


