Foz do Iguaçu - Os policiais sustentam a tese de confronto. Eles afirmaram que os jovens faziam parte de uma uma quadrilha de tráfico de drogas na favela do Monsenhor Guilherme, no centro de Foz. Os réus garantem que os adolescentes reagiram à voz de prisão, atirando nos policiais, que revidaram para se defender. Também disseram que os quatro portavam drogas quando foram flagrados pela operação.
Os depoimentos revelam que os investigadores Celso Geraldo Bueno, Pedro Isak Nemecek, Franciso Carlos Cogrossi e Hugo Ferreira Júnior não tiveram ‘‘qualquer participação’’ no suposto tiroteio. Também lembraram que duas testemunhas retiraram a acusação, dizendo que tinham sido levadas a acusar os investigadores por uma das mães dos adolescentes.
O policial Donizete Botelho afirmou que a denúncia não tem fundamento porque não específica sua conduta e não oferece ‘‘qualquer base que pudesse atribuir a todos os acusados o propósito, certo e definido, de ir à favela para matar esse ou aquele traficante’’. Para o juiz Eduardo Sarrão, mesmo sem individualizar as condutas, há sérios indícios que estavam todos ‘‘imbuídos do mesmo propósito criminoso, praticando o delito em co-autoria’’. (A.P.).

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