Morte pode ir à CPI do Narcotráfico
Luciana Pombo
De Curitiba
A Comissão Especial de Investigação (CEI) da Assembléia Legislativa do Paraná poderá incluir as investigações do assassinato do empresário Miguel Siqueira Donha diretor da Corretora Banestado de Seguros e presidente do diretório do PPS de Almirante Tamandaré nas diligências contra o crime organizado no Estado. Segundo o presidente da CEI, deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT), existe a suspeita de que o assassinato tenha ligações com o crime organizado, conforme já adiantou a Folha, na edição de ontem.
Tive acesso a informações que denotam que houve um crime de mando, que não é latrocínio e que pode estar ligado ao crime organizado, sem dúvida, declarou o deputado. Esta semana, Vanhoni terá uma reunião para tratar desse assunto com o deputado federal Rubens Bueno, presidente do diretório regional do PPS, e com o advogado Amadeu Geara, presidente do diretório do PPS de Curitiba. Vou ouvi-los e levar as suspeitas deles para os demais companheiros da CEI. Dependendo das provas poderemos levar as denúncias para a CPI do Narcotráfico, afirmou.
As suspeitas de ligação da morte de Donha com o crime organizado foram levantadas por alguns integrantes do PPS de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba). Eles ligaram a encomenda de dar um susto no empresário a táticas usadas por traficantes que atuam na região do Jardim Gabriele, bairro da periferia do município.
Donha morreu por hemorragia depois de levar um tiro na perna. A princípio, a polícia afirmou que se tratava de uma tentativa de assalto.





