As circunstâncias que envolveram a morte do trabalhador rural Antonio da Silva, 32 anos, de Iracema do Oeste (90 quilômetros ao norte de Cascavel), começam a ser investigadas por um delegado especial. Antonio morreu asfixiado segunda-feira, na Delegacia local, onde estava detido supostamente por embriaguez. Familiares da vítima acusam o delegado nomeado, Horácio Barbosa, pelo crime.
Segundo o delegado Osnildo Carneiro, chefe da 15ª SDP de Cascavel, ‘‘tudo ainda está no terrenos das especulações’’. Mas Barbosa, que é policial militar reformado, foi afastado ontem da função. O delegado Pedro Lucena, de Formosa do Oeste, foi designado para comandar as investigações. Entre as pessoas que serão ouvidas está Ivone da Silva, 30 anos, mulher de Antonio.
Ivone negou versão de que estaria se relacionando com o ex-delegado, mas admitiu que chegou a ser assediada por ele. A mãe de Antonio, Josefa da Silva, afirma que o filho havia contado que soubera que sua mulher ‘‘estava saindo com outro’’.
Segundo laudo do Instituto Médico Legal de Cascavel, o bóia-fria sofreu ‘‘asfixia mecânica’’. Não há identificação do instrumento usado para impedir que ele respirasse. O ex-delegado Horácio Barbosa disse ser ‘‘uma pessoa pacífica’’ e negou ser responsável pela morte do bóia-fria.

mockup