Morte materna é tema de debate
Morte materna é tema de debate
Valmir Denardin
Temas relacionados à saúde da mulher - como mortalidade materna, prevenção de doenças e estímulo ao parto normal - estão sendo debatidos desde ontem, em dois eventos realizados em Foz do Iguaçu.
O 9º Congresso Sul-Brasileiro e o 2º Congresso do Mercosul de Ginecologia e Obstetrícia estão sendo realizados no Hotel Bourbon e serão encerrados no sábado. Cerca de mil médicos e 100 professores participam dos eventos.
Hoje, o secretário estadual da Saúde, Armando Raggio, participará de uma teleconferência sobre a saúde da mulher, que será gerada em Foz e transmitida, ao vivo, para todo o País. Denominado Paraná Saúde, o programa vai ao ar das 16h05 às 17 horas pela TV Educativa do Paraná.
Além de Raggio, o presidente da Sociedade de Ginecologia do Paraná (Sogipa), Hélcio Bertolozzi Soares, participará da conferência. Um fórum aberto vai repassar à comunidade instruções sobre a prevenção de doenças ginecológicas.
Uma das maiores preocupações dos médicos presentes aos congressos é a mortalidade materna. Segundo dados do Ministério da Saúde, todos os anos morrem no Brasil cerca de 5 mil mulheres em decorrência de complicações na gravidez ou no pós-parto.
O índice de mortalidade materna no País é o quinto maior da América Latina. Atinge 140 mães por cada grupo de 100 mil bebês nascidos vivos. O índice considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de dez mortes por 100 mil crianças.
Uma das principais causas da mortalidade materna no Brasil é o índice de cesarianas (36% do total de partos) - o mais alto do mundo.
A cesariana expõe a mulher a acidentes anestésicos, hemorragias e infecções.
No Paraná, o índice de mortalidade materna é de 87 mulheres para cada 100 mil nascimentos. Em Foz do Iguaçu, esse índice é de 124 por 100 mil.





