Morte do rapaz ainda não foi esclarecida
Morte do rapaz ainda
não foi esclarecida
As circuntâncias sobre a morte de Alessandro Polerá Pereira ainda não foram totalmente esclarecidas. O Instituto Médico Legal (IML) não emitou laudo oficial, mas parecer preliminar do perito indica morte por insuficiência cardíaca, sem indícios de lesões corporais. Pelo que a única testemunha falou, ele não foi agredido, só tinha algumas lesões no joelho e na palma das mãos em função das quedas, diz o superintendente da Delegacia de Homicídios, Uirkis José de Souza. Os pais de Pereira, entretanto, estranham essa causa, pois não tinham conhecimento de que rapaz tivesse problemas cardíacos. Outros moradores alegam que ele chegou a ser agredido.
Segundo o depoimento de Valmir Gonçalves, única testemunha da morte, ele e Pereira estavam conversando em frente a uma lanchonete quando viram um grupo de cerca de 70 rapazes, da gangue Vila Ipiranga. Amedrontados, saíram correndo. Pereira chegou a cair duas vezes e na segunda queda, conforme parecer preliminar do perito do IML, morreu por insuficiência cardíaca. Segundo Gonçalves, a gangue não chegou a agredir Pereira.
Uma moradora que não quis se identificar, conta a versão apresentada por amigos comuns que estavam junto com os dois rapazes. Eles estariam em seis pessoas conversando na rua, tendo saído correndo quando viram a gangue da Vila Ipiranga. No trajeto, eles se separaram, sendo que Pereira e Gonçalves permaneceram juntos. O rapaz queixou-se que não aguentava mais correr, mas foi obrigado a seguir, ao ver que a gangue se aproximava novamente. Segundo a garota, em uma dessas quedas, a gangue teria agredido o rapaz, com uso de paus, ferros e soco inglês.
A versão de que os integrantes da gangue carregavam barras de ferro e paus é confirmada por alguns moradores da região. Próximo ao local, onde Pereira foi morto, ontem de manhã era possível ver um pequeno pedaço de cabo de vassoura, que teria sido largado por um dos agressores. José Hamilton Gomes mora quase em frente ao local onde Pereira morreu, mas não viu nada. Seu filho Paulo Roberto foi quem avistou Pereira estendido na rua, constatou que estava agonizando e chamou a polícia e Siate para atendimento. Quando o socorro chegou o rapaz já estava morto.
O delegado Hermínio de Paula Lima Neto, da Delegacia de Homicídios, que investiga a morte de Alessandro Pereira e a briga entre as gangues da região, já tem os apelidos de dois integrantes da gangue da Vila ipiranga. Além destes, mais de 50 jovens desta vila podem estar envolvidos no caso.





