Morte do menino Evandro Ramos Caetano completa seis anos hoje
A morte do menino Evandro Ramos Caetano completa hoje seis anos. Ele desapareceu de frente da sua casa no dia 6 de abril de 1992, e a polícia acredita que o menino tenha sido morto apenas no dia seguinte. Seu corpo, no entanto, só foi encontrado uma semana depois, abandonado em um matagal, sem mãos, pés e com o couro cabeludo retirado.
Para os pais de Evandro, que acompanham o julgamento em São José dos Pinhais desde o primeiro dia, falta pouco para que os verdadeiros culpados pelo crime sejam punidos. Estamos ficando cada vez mais otimistas à medida que o caso avança, afirma o pai de Evandro, Ademir Caetano. Apesar da demora no julgamento, que entrou ontem na sua terceira semana, os familiares garantem que têm certeza que o caso será resolvido.
A duração do julgamento já extrapola a previsão feita inicialmente pela juíza Marcelise Lorite, de que os trabalhos levariam no máximo dez dias para serem concluídos. O cansaço fez a juíza suspender os trabalhos no domingo para que os jurados, advogados e promotores pudessem descansar. Os jurados, que até então estavam incomunicáveis, passaram o dia na sede campestre do Sindicato dos Metalúrgicos, onde estão hospedados, e tiveram permissão para receber a visita dos filhos, maridos e mulheres durante um churrasco. Segundo ordens da juíza, eles estavam proibidos de conversar sobre qualquer assunto relacionado ao julgamento.
A juíza manteve ontem a permissão para que as testemunhas convocadas para depor em juízo aguardem o dia do depoimento em casa. Um acordo feito entre os advogados de defesa e de acusação, na tarde de sábado, determinou o fim da incomunicabilidade das testemunhas. (C.P.)





