Assustados com a morte da auxiliar de enfermagem Isabel Cristina Fidelix Ramos, a primeira vítima de dengue hemorrágica em Londrina, estudantes do
Parque das Indústrias Pesadas (zona sul), onde ela morava, intensificaram os trabalhos de combate ao mosquito Aedes aegypti. Ontem, mais de 200 alunos do ensino médio do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches realizaram uma passeata pelas ruas, distribuindo planfletos informativos sobre a doença.
Segundo a professora de história Joeli da Silva de Aquino, o bairro vive em ''estado de vigilância''. ''Ainda temos muitos focos do mosquito e o trabalho educativo é o melhor caminho na eliminação'', opinou. Ela informou que o manifesto marcou o encerramento do projeto ''A cidade de Londrina'', realizado em parceria com o projeto ''Combatendo e prevenindo a dengue'', das alunas de enfermagem da Universidade Norte do Paraná (Unopar) e agentes de saúde.
A região, de acordo com as enfermeiras Roseni da Silva Cardoso e Tatiane Hererro, possui 76 notificações da doença, com seis confirmações entre elas o da auxiliar enfermagem Isabel Cristina. A agente de saúde Jaqueline Sidneia Honorato disse que, depois da morte da auxiliar, os moradores estão mais cuidadosos com suas casas.
O operador de empilhadeira Wilson Ribeiro vê a necessidade do controle do mosquito transmissor como um meio de cuidar do futuro dos filhos. ''Se não acabarmos com ele, ao invés de uma morte teremos milhões'', disse. O filho Weslei José Aparecido Ribeiro, 6 anos, dá a sua definição: ''A dengue é um bicho muito mau que mata as pessoas''. De acordo com o pai, o garoto troca constantemente a água de seus animais de estimação, um gato e um cachorro.
A dona de casa Dalva Gomes revela que aumentaram os cuidados em sua casa, mas ainda continua com medo. Ela mora ao lado de uma casa abandonada e disse que o local está cheio de lixo. ''Já dei uma olhadinha por aí, mas não tenho condições de limpar um quintal que não é meu'', reclamou.

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