O desempregado Sérgio Belo da Silva, 38 anos, assassino confesso do taxista Manir Mahamut, 62 anos, de Maringá, disse ontem que o principal erro durante o assalto foi ter utilizado fita adesiva para imobilizar a vítima. O taxista morreu asfixiado com a cabeça dentro de um saco plástico. Silva foi preso junto com Élio Fernandes de Oliveira, 32 anos, pela Polícia Civil de Guaíra. Os dois assaltaram o taxista, na madrugada de anteontem, para vender o veículo, uma Parati, ano 1998, por R$ 800,00 em Ciudad del Este, no Paraguai.
Silva contou que depois de dar voz de assalto levou Mahamut até uma plantação de milho próximo da PR-323, entre Paiçandu e o distrito de Água Boa. Enquanto Oliveira teria saído para abastecer a Parati, Silva disse que aproveitou para imobilizar as mãos e as pernas de Manir com uma fita adesiva. ‘‘A burrada foi ter colocado a fita no pescoço dele para segurar o plástico na cabeça’’, afirmou Silva.
Segundo ele, o objetivo não era matar o taxista. ‘‘Quando demos voz de assalto, ele (Manir) não teve nenhuma reação’’, disse. ‘‘A gente queria o carro, mas não planejamos a morte’’, acrescentou Silva. Ele disse que colocou o saco plástico na cabeça de Manir para evitar que o taxista gritasse em busca de socorro. ‘‘Se soubesse que estava morto, nem tinha levado a polícia para o local onde deixamos o taxista’’, afirmou Silva.
A venda do veículo no Paraguai teria sido realizada por Oliveira, que é de Marialva e tem passagens pela polícia por contrabando e tóxicos. Silva contou que já cumpriu uma condenação por dois assaltos, furto e extorsão, e mora em Bauru (SP). O corpo do taxista foi enterrado ontem pela manhã, no Cemitério Municipal de Maringá. Colegas de profissão de Manir ficaram revoltados com a morte do parceiro, mas não promoveram manifestações durante o enterro.

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