O policial militar Aguinaldo Gonçalves, 27 anos, foi morto com dois tiros de revólver calibre 32 às 22h30 de anteontem, quando abordou dois homens na Rua Presidente Costa e Silva, bairro Jardim Itaú, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba.
Houve troca de tiros. O soldado Aguinaldo Gonçalves foi atingido na virilha e no abdômen e morreu no local.
O construtor Eurico Rodrigues Monteiro, 24 anos, que foi preso em casa, e o fabricante de panelas Nilson de Paula, 28 anos, foram acusados pelo crime. Os dois estão presos na delegacia de Araucária.
Segundo o policial civil Maltus Muller Paegle, eles dizem que não se conhecem e negam a autoria do crime. A arma não foi encontrada.
O que incrimina os acusados é a declaração do cabo Amiltom Lopes, colega de trabalho da vítima. Lopes trocou tiros com o homicida e disse ter reconhecido Eurico como autor dos disparos. O tenente Márcio Bilik, do 13º Batalhão da Polícia Militar, disse que a morte do soldado, que trabalhava no serviço secreto da Polícia Militar, a chamada P2, revoltou os colegas.
‘‘O pessoal está de luto. Não é fácil perder um companheiro de serviço’’, disse.
A morte gerou uma grande caçada aos homicidas. Inúmeras viaturas fizeram rondas na região logo após o crime para localizar o autor dos tiros que mataram Gonçalves. Apesar do reconhecimento de Monteiro, os soldados da PM de serviço ontem não souberam informar como chegaram à casa dos acusados.
O corpo do soldado Aguinaldo Gonçalves foi liberado no IML ontem pela manhã e foi enterrado no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro Fazendinha, em Curitiba.

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