Morte de professora é reconstituída
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terça-feira, 21 de novembro de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
O promotor da 1ª Vara Criminal de Londrina, Miguel Jorge Sogaiar, acredita que a conclusão sobre a morte da professora de música Maria Estela Pacheco, 35 anos, será conhecida em, no máximo, 48 horas. Esta previsão contrasta com a do chefe-adjunto do Instituto de Criminalística (IC), Geraldo Oliveira Filho, que deu o prazo de uma semana. As declarações foram feitas ontem, durante a reconstituição da morte da professora, no Edifício Diplomata, na Rua Paranaguá (zona central).
Além do promotor, o trabalho dos peritos do IC foi acompanhado pelo delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, João Eduardo Carulla; o delegado-operacional, Jurandir Gonçalves André e cinco bombeiros, chamados para dar segurança ao trabalho.
A reconstituição foi feita no apartamento do agropecuarista Mauro Janene da Costa, 34 anos, principal suspeito da morte. Preso temporariamente desde sexta-feira, ele foi levado ao edifício Diplomata antes das 14 horas, horário marcado para ínicio da tarefa. Segundo o promotor, a reconstituição foi proveitosa porque Costa relatou com vários detalhes tudo o que ocorreu no local até a morte da professora. Não posso adiantar nada por enquanto, resumiu.
O chefe-adjunto do IC disse que Costa confirmou a versão de acidente, porém adiantou que ela apresenta muitas contradições em relação à perícia feita após a morte. A principal é que ele insiste em dizer que Maria Estela morreu depois de cair da sacada, mas o laudo pericial apontou que a vítima já estava morta neste momento. Me admiraria se o relato dele coincidisse com a avaliação policial, disse Oliveira.
Carulla que preside o inquérito depois do afastamento do caso da delegada do 1º Distrito Policial, Waldete Testoni saiu do prédio sem dizer nada. Após o depoimento do suspeito na tarde da última sexta-feira, a polícia tentou despistar a imprensa para não revelar o local onde ele ficaria detido. A princípio, foi divulgado que Costa ficaria no 3º Distrito Policial, mas ele está no 2º DP, numa cela individual, apesar do estabelecimento estar parcialmente interditado. O delegado Jurandir André disse que esse é um direito do preso temporário.
A reconstituição durou cerca de três horas e despertou a curiosidade da vizinhança do prédio. De acordo com André, a demora ocorreu porque o boneco utilizado inicialmente não era articulado e precisou ser trocado.
O agropecuarista permanece preso até às 24 horas de hoje. Se não houver prorrogação, amanhã ele estará em casa.
Segundo informações do Intituto Médico-Legal (IML) de Londrina, o laudo toxicológico chegou ontem de Curitiba e deve estar à disposição da Justiça até amanhã.


