A polonesa naturalizada belga Geneviève Florentine Raczynski, 72, foi encontrada morta no fim de semana em Curitiba. Segundo a polícia, ela foi assassinada. Raczynski morreu na casa da filha, a belga Ingrid Jocelyne Thereza Grazello Videloupe, que mora no bairro Boa Vista.

Ingrid Videloupe disse à polícia que saiu com o marido, o também belga Gerald Videloupe, para ir a uma cerimônia religiosa no final da tarde de sábado e deixou a mãe sozinha em casa. Quando o casal retornou, por volta das 23h30, encontrou o corpo de Raczynski caído no tapete da sala. De acordo com a polícia, a cena do crime foi montada para dar a impressão de que a vítima havia sofrido uma queda.

A perícia constatou que Raczynski sofreu traumatismo craniano causado pelo impacto de um objeto contundente e que o corpo havia sido arrastado até o local onde foi encontrado.

De acordo com o delegado Sebastião Gaspar, da Delegacia de Homicídios, Raczynski chegou ao Brasil no dia 12 e retornaria hoje para Bruxelas, onde morava. O delegado informou que não havia sinais de arrombamento na casa e que nenhum objeto de valor foi roubado. A polícia está investigando a suposta participação de parentes no crime.

O advogado de Ingrid Videloupe, Renato Andrade, classificou como ''especulação'' a hipótese de envolvimento de parentes no assassinato. Segundo ele, a família vivia ''em absoluta harmonia''. Ingrid era filha única de Raczynski, que, segundo Andrade, estava de mudança para o Brasil.

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